26/05/2021 07:00:00

A inteligência artificial no mundo real, segundo Pieter Abbeel

Descubra como a inteligência artificial revolucionou o mundo real com Pieter Abbeel, referência mundial em IA e robótica.

“A inteligência artificial tem expandido a sua aplicabilidade não apenas nos usos tradicionais que vemos em empresas, mas também para novas oportunidades na ciência e na engenharia.”

Pieter Abbeel, professor de IA e robótica na UC Berkeley e empreendedor

Reparou como ouvimos falar sobre inteligência artificial nos últimos anos? Ela saiu dos filmes de ficção científica para fazer parte do nosso dia a dia.

Um renomado defensor da inteligência artificial no desenvolvimento da ciência e da indústria é Pieter Abbeel. O professor da UC Berkeley pesquisa o tema há mais de 20 anos, com foco em deep learning e robótica.

Em aulas e palestras, o pesquisador explica como a mudança no paradigma da programação permitiu que a inteligência artificial avançasse em poucos anos o que se acreditava que levaria décadas.

Os conceitos de neural networks e deep learning possibilitaram que computadores aprimorassem as capacidades de reconhecimento e criação de imagens, sons e textos. Robôs aos poucos aprenderam a se locomover e realizar tarefas sozinhos, de forma cada vez mais refinada, por meio do aprendizado de máquina.

Com base nestes avanços, Pieter Abbeel explica o impacto da inteligência artificial no mundo real. Neste artigo, você conhecerá a trajetória do professor da UC Berkeley, além de três exemplos de aplicabilidade de IA citados por ele em suas aulas.

Quem é Pieter Abbeel

Pieter Abbeel nasceu na Bélgica, em 1977. Graduou-se em Engenharia Elétrica na KU Leuven University. O mestrado e o Ph.D vieram logo em seguida, nos anos 2000, quando se especializou em Ciência da Computação na Universidade de Stanford.

Desde 2008, é professor e diretor do laboratório de Robot Learning da UC Berkeley, na Califórnia, Estados Unidos. Também é co-diretor do laboratório de inteligência artificial da mesma instituição.

Os principais temas de pesquisa de Pieter Abbeel são apprenticeship learning, reinforcement learning e meta-learning. Ele e sua equipe já conseguiram que robôs fizessem acrobacias aéreas, dobrassem roupas e se locomovessem sozinhos, tudo isso de forma autônoma.

A vida acadêmica sempre esteve aliada ao lado empreendedor. Pieter Abbeel é um dos cofundadores da Gradescope, startup que auxilia professores a darem notas aos alunos. Em 2017, ele participou da fundação de outra startup ao lado de ex-alunos, a covariant.ai. A empresa tem o objetivo de levar uma solução universal em IA para a indústria.

Ele também atua como consultor da OpenAI, entidade de pesquisa sobre inteligência artificial sem fins lucrativos. Ainda, empresas dos setores da saúde, alimentação, transporte, manufatura, segurança e agronegócio buscam a consultoria de Pieter Abbeel para o desenvolvimento de robôs autônomos.

Tanta pesquisa já foi reconhecida em premiações de instituições de prestígio, como o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Okawa Foundation.

A inteligência artificial no mundo real

Durante o evento ODSC East 2019, da Open Data Science, Pieter Abbeel explicou os principais avanços e tendências na área de inteligência artificial. Ele também citou alguns exemplos de IA que facilitaram a vida de muitas pessoas – e, alguns casos, chegaram a salvar, como nos exemplos de uso do deep learning na medicina:

Selecionamos três exemplos mencionados por Pieter Abbeel que são surpreendentes. Confira!

Fotos mais atrativas em sites de indicação, como o Yelp

Como incentivar o usuário a ir a um estabelecimento? Além de ser bem avaliado, o lugar precisa mostrar fotos atrativas do espaço e do menu. Hoje, a seleção de imagens é feita por meio de um algoritmo, que identifica quais são as melhores fotos para chamar a atenção de possíveis clientes.

Mas isso só foi possível graças a anos de pesquisa em deep learning e neural networks, que levaram ao desenvolvimento dos conceitos de visão computacional e reconhecimento de imagem.

Os computadores se tornaram capazes não só de identificar o conteúdo das imagens, como também descrever seu conteúdo em forma de legendas e até criar uma ilustração do zero.

Análise de exames de imagem na Medicina com a ajuda da inteligência artificial

O desenvolvimento da visão computacional permitiu grandes avanços na medicina, em especial na análise dos exames de imagem. A inteligência artificial permite que dermatologistas ganhem mais agilidade no diagnóstico de câncer, por meio do acesso e análise de bancos de dados sobre lesões na pele.

Na área de pneumologia, médicos contam com a ajuda de um algoritmo para identificar sinais de pneumonia a partir de um raio-X do peito de pacientes. Diabéticos se beneficiam da visão computacional em exames que detectam a doença por meio da análise da íris.

O uso de inteligência artificial na medicina é abrangente e faz parte de um movimento chamado de Saúde 4.0. Saiba mais sobre este conceito e como as novas tecnologias se tornaram importantes aliadas na promoção da saúde. 

Robôs aprenderão novas atividades todos os dias

Os avanços da inteligência artificial em reconhecimento de imagens também serão sentidos na indústria, que hoje já conta com robôs autônomos realizando tarefas repetitivas.

Pieter Abbeel explica que o setor passa por duas novas ondas de automação. A primeira é a implantação do que ele chama de “olhos” nos robôs. Eles passaram a identificar imagens e poderão realizar outras tarefas.

A segunda onda abrange robôs que poderão ser ensinados, conseguindo assim realizar tarefas novas todos os dias. Eles aprenderão de forma autônoma com o deep learning, a partir da demonstração de humanos de como realizar a atividade.

Impressionante, não é? E você pode aprender ainda mais sobre inteligência artificial diretamente com Pieter Abbeel! Ele é professor do curso Saúde 4.0: Gestão, Tecnologia e Inovação da Pós PUCPR Digital.

Além de machine learning e inteligência artificial aplicada na saúde, o curso oferece módulos sobre organizações exponenciais, futuro da saúde, jornada do paciente digital e muito mais. A especialização é voltada para empreendedores, gestores e profissionais da área da saúde em geral.

Todas as aulas são em primeira pessoa e 100% online, com uma metodologia de ensino exclusiva.

Quero fazer a pós em Saúde 4.0

sobre o autor

Olívia Baldissera

Jornalista, historiadora e analista de conteúdo da Pós PUCPR Digital.

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