Com certeza, você já ouviu falar sobre as gerações X, Y e Z... Mas sabe o impacto delas na gestão de pessoas?
Por mais que existam diferenças, há similaridades classificadas em grupos etários, chamados de gerações.
Conhecer esses perfis pode facilitar bastante a rotina de um gestor, que precisa lidar com uma diversidade geracional jamais vista no mercado! Então, venha conosco conhecer esses grupos!
O que é uma geração?
Uma geração reúne um grupo de pessoas nascidas aproximadamente na mesma época, que compartilham experiências culturais, sociais e históricas semelhantes. Por conta disso, possuem também valores, comportamentos e visões de mundo parecidas.
Essas gerações são divididas em um período de mais ou menos 15 anos, e sua divisão facilita a análise e compreensão das mudanças ao longo do tempo, tanto quando falamos em comportamentos de consumo, como também na gestão de pessoas.
Por que existe uma separação das gerações X, Y e Z?
Pessoas criadas na década de 1970 possuem um comportamento totalmente diferente daquelas nascidas nos anos 2000. Afinal, nesses 30 anos o mundo passou por mudanças bruscas, que afetaram o comportamento e valores dos indivíduos.
Devido a essa diferença de atitudes, as pessoas passaram a ser classificadas, iniciando com os Boomers e seguindo para as gerações X, Y e Z.
Além de ser super importante para o setor de marketing, vendas e comunicação — que se baseiam nesses perfis para criar suas estratégias —, essa categorização também é benéfica para as empresas.
Inclusive, o tema se tornou ainda mais relevante atualmente, visto que é a primeira vez na história que você encontra profissionais de 4 gerações trabalhando juntos em uma mesma equipe!
As características das gerações X, Y e Z
Para compreender melhor os profissionais do seu time — e conseguir aproveitar suas habilidades e até mesmo visões de mundo — o gestor deve conhecer as gerações X, Y e Z.
Com base nisso, será possível entender o contexto histórico e cultural que influencia os indivíduos e como usar isso a favor da sua empresa. Então, veja abaixo essas classificações:
1. Boomers (1946 a 1964)
Antes de falar das gerações X, Y e Z, precisamos falar de um grupo que continua ativo no mercado de trabalho e precisar ter seu perfil conhecido pelos gestores: os boomers.
Basicamente, essa é a geração nascida logo após a Segunda Guerra Mundial, durante um período de prosperidade econômica e crescimento populacional. Por conta disso, o grupo também é conhecido como “baby boomers”.
Durante esse período, as pessoas tinham bastante estabilidade no emprego e era comum entrarem jovens em uma empresa e saírem apenas quando fossem se aposentar. Ainda que tivessem recursos estáveis, o lazer não era prioridade, mas sim o “trabalho duro”.
Inclusive, a lealdade e valorização da segurança no emprego são características fortes dessa geração. Mesmo tendo vivido as transformações modernas, preferem métodos tradicionais de trabalho.
2. Geração X (1965 a 1980)
Essas pessoas nasceram em um período de muitas transformações, especialmente no Brasil.
Além da revolução tecnológica, que começava a avançar cada vez mais rápido devido à Guerra Fria, o país também enfrentava o período do regime militar e da expansão dos movimentos sociais e direitos políticos.
Nessa época, as mulheres decidiram que queriam sair das suas casas e ter o direito de trabalhar! O divórcio foi instituído no Brasil em 1977, mudando a visão sobre vida familiar e das relações amorosas.
A situação financeira também complicou para essa geração, que já não tinha a mesma estabilidade e segurança dos seus pais. Por conta disso, passaram a ser mais flexíveis, buscando melhores oportunidades de trabalho, incluindo as informais.
Mesmo não vivendo em um cenário tão estável, a Geração X procurava um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, muitas vezes priorizando experiências de vida sobre conquistas materiais.
3. Geração Y (1981 a 1996)
Os famosos Millennials chegaram em um momento em que a luta pelos direitos políticos estava fervendo — e, em 1985, eles finalmente viram o governo ditatorial cair, com a promulgação de uma nova Constituição em 1988.
No entanto, não era apenas o cenário político que passava por uma grande transformação. Neste período, uma das inovações mais importantes para a atualidade se popularizou: a internet!
As informações passaram a ser compartilhadas de forma mais rápida, conquistando uma posição fundamental na vida das pessoas e, principalmente, das empresas. Ou seja, o mercado precisou se adaptar a uma nova realidade.
Além disso, a Geração Y valoriza bastante a educação formal e a busca de propósito no trabalho. Não bastava mais a estabilidade no emprego, era preciso encontrar uma empresa que compartilhasse os mesmos valores e oferecesse flexibilidade.
Possuir uma família também deixou de ser uma prioridade para os Millennials, que queriam aproveitar seu tempo para o lazer e viver experiências — até o trabalho ficou em segundo plano!
4. Geração Z (1997 a 2012)
Por fim, chegamos no último grupo que chegou recentemente no mercado de trabalho — deixando-a conhecida como a geração em voga.
Nascidos na era digital, essas pessoas cresceram tendo acesso à internet, redes sociais e a aparelhos eletrônicos, especialmente os smartphones.
Por conta desse acesso facilitado às informações e as possibilidades de oportunidades, essa geração entra no mercado valorizando a flexibilidade, diversidade e inovação. Eles sabem que ainda há muito a ser criado e que possuem as ferramentas certas para isso.
As habilidades técnicas desses profissionais também são bem avançadas e devem ser exploradas ao máximo pelas empresas. No entanto, tome cuidado, pois eles são imediatistas e esperam rapidez no desenvolvimento profissional.
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O que vem em seguida?
Os nascidos em 2013 fazem parte da geração Alpha, a primeira nascida totalmente no século XXI e imersa, desde cedo, nas tecnologias mais avançadas — que muitos da Geração Z apenas conheceram na adolescência.
Por conta disso, é esperado que esses futuros profissionais finalizem a fusão do mundo virtual com o físico nas empresas, tornando a tecnologia uma parte rotineira no mercado.
No entanto, há uma mudança bastante positiva: a geração Alpha tende a ser mais consistente em relação às questões ambientais e sociais, buscando trazer essa responsabilidade para as empresas.
Como eles ainda estão na escola (e outros nem nasceram) basta acompanharmos essa evolução e aguardar a nova mudança nas empresas…
Perguntas frequentes
As gerações X, Y e Z agrupam pessoas nascidas em períodos próximos, que compartilham experiências culturais, sociais e tecnológicas semelhantes. A Geração X nasceu entre 1965 e 1980, a Y (Millennials) entre 1981 e 1996 e a Z entre 1997 e 2012.
Geralmente se consideram seis grandes grupos:
- Silenciosa (Silent Generation) – nascidos entre 1928 e 1945.
- Baby Boomers – 1946 a 1964.
- Geração X – 1965 a 1980.
- Geração Y (Millennials) – 1981 a 1996.
- Geração Z – 1997 a 2012.
- Geração Alpha – a partir de 2013 até cerca de 2025.
A divisão em gerações facilita a análise das mudanças de comportamento ao longo do tempo. Cada grupo é influenciado por fatos históricos e avanços tecnológicos que moldam valores, hábitos de consumo, expectativas de carreira e estilo de vida.
Valorizam estabilidade, mas também flexibilidade. Buscam equilíbrio entre vida pessoal e profissional, vivenciaram a revolução tecnológica inicial e tendem a ser pragmáticos e adaptáveis.
São digitais, prezam por propósito no trabalho, flexibilidade de horários e experiências de vida. Valorizam educação formal, diversidade e qualidade de vida acima da simples estabilidade profissional.
Nativos digitais, têm alta afinidade tecnológica e senso de urgência para crescimento profissional. Valorizam diversidade, inovação e bem-estar, buscando empresas com propósito e oportunidades rápidas de desenvolvimento.
A Geração Z costuma ser rotulada como impaciente ou imediatista por esperar crescimento rápido na carreira e mudanças ágeis no trabalho. Também é criticada por preferir comunicações digitais e priorizar propósito e qualidade de vida, o que às vezes é interpretado como falta de comprometimento. Na prática, são apenas novas expectativas de trabalho e equilíbrio pessoal.
A geração Alpha, nascida a partir de 2013, é totalmente imersa em tecnologias avançadas desde a infância. Espera-se que traga forte compromisso ambiental e social, além de consolidar a fusão entre mundo digital e físico no mercado de trabalho.
A Geração Beta é o grupo que virá após a Alpha. A previsão é que inclua crianças nascidas aproximadamente entre 2025 e 2039, totalmente imersas em inteligência artificial, automação e realidade estendida desde a infância.
Não existe ainda uma definição oficial para a Geração Ômega. O termo é usado em estudos prospectivos para indicar um possível grupo futuro, que surgiria depois de Beta e outras gerações subsequentes, provavelmente na segunda metade do século XXI.
As diferenças de valores e expectativas influenciam recrutamento, retenção e engajamento. Líderes precisam adotar políticas de flexibilidade, aprendizado contínuo e comunicação clara para integrar equipes multigeracionais.
Entre os principais desafios estão a comunicação entre diferentes estilos, o equilíbrio entre métodos tradicionais e novas tecnologias, e a criação de uma cultura que valorize a colaboração e o aprendizado mútuo.
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