Negócios

O que é growth hacking e por que entender essa abordagem

Entenda o que é growth hacking, veja exemplos de empresas que aplicam a estratégia e aprenda técnicas para acelerar o crescimento do negócio de forma sustentável.

calendar_month 29 de Março de 2023 person Redação Pós PUCPR Digital

O que o Slack, o Instagram e o AirBnB têm em comum?

Todas as empresas de tecnologia recorreram ao growth hacking para escalar seus negócios de maneira sustentável.

O growth hacking é uma abordagem do marketing que tem como objetivo acelerar o crescimento de um negócio, por meio de experimentações e melhorias contínuas. Ela é bastante utilizada por ajudar empresas de dentro e fora do Brasil a crescer rapidamente a um custo menor.

Aprenda mais sobre growth hacking a seguir.

Growth hacking é uma abordagem estratégica da área do marketing que visa a impulsionar o crescimento acelerado e sustentável de um negócio. O termo engloba a busca por maneiras criativas e não convencionais de aumentar o número de usuários ou clientes, sem depender exclusivamente de publicidade tradicional ou de grandes orçamentos.

A abordagem propõe a realização de experimentações e otimizações contínuas, por isso também é chamada de “experiment-oriented marketing”.

O termo "growth hacking" foi cunhado em 2010 por Sean Ellis em um blog post, que pode ser lido na íntegra aqui . Ellis é fundador da GrowthHackers e da Qualaroo, além de ter levado sua abordagem de crescimento para as empresas de tecnologia Dropbox e Eventbrite.

Sean Ellis define o profissional que adota as estratégias de growth hacking como:

Naquela época, o cargo de growth hacker estava restrito às empresas de tecnologia do Vale do Silício. Hoje existe em organizações dos mais diversos portes e setores, nos mais diferentes países.

O growth hacking é baseado em 3 premissas:

O ciclo de growth hacking é composto por 4 etapas principais, cada uma delas fundamental para impulsionar o crescimento sustentável de uma empresa. Todas devem passar por otimização contínua por meio de experimentação e análise de dados.

Etapa em que a empresa busca atrair novos usuários ou clientes para seu produto ou serviço, de forma mais eficiente e econômica.

As táticas de aquisição incluem publicidade em mídias sociais, marketing de conteúdo , SEO e campanhas de e-mail marketing.

O objetivo dessa etapa é engajar os usuários , incentivando-os a usar o produto ou serviço.

Um exemplo de tática é a oferta de um guia de boas-vindas ou tutorial. O usuário também pode ser incentivado a realizar uma ação específica no produto, como criar um perfil ou configurar uma conta.

A etapa de retenção visa a manter os usuários engajados por um maior período de tempo, mantendo-os satisfeitos com o produto ou serviço. Isso aumenta as chances de eles continuarem a usá-lo no futuro.

Ela envolve estratégias de oferta de recursos e conteúdos exclusivos, de personalização da experiência ou de implementação de programas de fidelidade.

A última etapa do ciclo de growth hacking tem como objetivo incentivar os usuários a indicar o produto ou serviço para outras pessoas. A ideia é aproveitar a rede de contatos da pessoa para expandir o alcance da empresa e atrair novos clientes de forma orgânica.

Ter um programa de indicação é a tática mais comum: a empresa oferece incentivos para os usuários que convidam amigos para experimentar o produto.

Podemos citar 5 motivos que levam as empresas a investirem em growth hacking:

>>> Leia também: Como se tornar um especialista em marketing digital

Apesar de existirem outras estratégias, as táticas de growth hacking que não podem faltar em um planejamento de marketing são:

>>> Leia também: 8 técnicas de storytelling que vão encantar o seu público

Quer se aprofundar nos conceitos e nas estratégias de growth hacking?

Confira 5 livros de empreendedores que são referência no assunto para incluir na sua lista de leitura:

Escrito por Ryan Holliday, o livro explora as estratégias de growth hacking de marcas como Facebook, Dropbox, Airbnb e Twitter. Nenhuma delas dependeu de press releases, comerciais na TV ou outdoors para se tornarem conhecidas, mas de outras ferramentas digitais que mudaram a forma como o marketing é feito pelas empresas.

O livro é voltado para empreendedores e profissionais de marketing que atuam em empresas dos mais diferentes segmentos e portes. Não tem tradução para o português .

Raymond Fong e Chad Riddersen analisam o fenômeno do growth hacking no Vale do Silício. Também apresentam o framework que desenvolveram, o ASP™, indicado para empresas que desejam escalar o crescimento.

O livro não tem tradução para o português.

O investidor anjo e executivo de tecnologia Elad Gil comparitlha suas experiências nas empresas Airbnb, Twitter, Google, Stripe e Square neste livro. Para ele, elas seguem um padrão de estratégias de growth hacking que pode ser seguido por todo empreendedor.

O livro não tem tradução para o português.

Com o subtítulo “Domine os 19 canais que uma startup usa para atingir aumento exponencial de sua base de clientes”, o livro de Gabriel Weinberg e Justin Mares resume ferramentas para que toda startup consiga colocar em prática a abordagem do growth hacking.

O livro tem tradução para o português.

Livro de Sean Ellis, o pioneiro do growth hacking. Ele detalha a metodologia a partir dos cases da AirBnb, do LinkedIne e da Uber. Para colocá-la em prática, é necessário montar equipes multifuncionais, com designers, engenheiros de software e analistas de marketing.

O livro tem tradução para o português.

Não existe uma formação específica para trabalhar com growth hacking. No entanto, há algumas características que o profissional precisa desenvolver, de acordo com Sean Ellis:

Todas são soft skills, habilidades socioemocionais que podem ser desenvolvidas no seu dia a dia.  Mas também existem hard skills indispensáveis para se tornar um growth hacker. Para aprendê-las, o melhor caminho é fazer um curso com profissionais que são referência na área.

Um tablet com fundo roxo que diz como funciona o neurobranding

Sobre o autor

Redação Pós PUCPR Digital