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O ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no dia 28 de fevereiro de 2026 iniciou uma escalada de conflitos em todo o Oriente Médio.
As peças do tabuleiro global passaram a se movimentar mais rápido e prometem, a qualquer momento, colocar em xeque a ordem mundial.
Para você não perder os movimentos mais importantes deste jogo que vai redefinir a dinâmica global, este artigo traz uma linha do tempo dos principais acontecimentos da Guerra entre Irã e Israel, além de um histórico dos conflitos entre os dois países.
O conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos é visto por muitos analistas como uma continuação da Guerra dos 12 Dias, que começou com um ataque surpresa de Tel Aviv a Teerã no dia 13 de junho de 2025.
Veja abaixo os principais acontecimentos da Guerra dos 12 Dias:
A rivalidade entre Irã e Israel não nasceu de um dia para o outro. Ela foi construída ao longo de décadas, ganhando corpo após a Guerra dos Seis Dias de 1967 e atingindo seu ponto de ruptura definitivo com a Revolução Iraniana de 1979.
No entanto, antes de se tornarem inimigos declarados, os dois países foram aliados estratégicos e os iranianos chegaram a apoiar a criação do Estado judeu no pós-guerra. O Irã, aliás, foi o segundo país de maioria muçulmana a reconhecer o Estado de Israel, logo após a Turquia, no início de 1950.
No plano diplomático, Teerã demonstrou ambivalência em relação à partilha da Palestina. Em 1947, votou contra o Plano de Partilha da ONU que criaria dois Estados (um judeu e outro árabe palestino), mas fez isso depois de ter recomendado publicamente "a independência da Palestina como Estado federal que compreendesse, em sua estrutura interna, um Estado árabe e um Estado judeu", segundo documentos das Nações Unidas. O argumento apresentado foi que uma federação criaria condições para que árabes e judeus trabalhassem juntos.
A aproximação se aprofundou nos anos seguintes, impulsionada por interesses econômicos e geopolíticos convergentes. A partir de 1955, o Irã passou a vender petróleo a Israel a preços reduzidos, num momento em que estados árabes se recusavam a fazê-lo.
Após a Guerra dos Seis Dias de 1967, que bloqueou o Canal de Suez, os dois países estabeleceram juntos o oleoduto Eilat-Ashkelon, ligando o Mar Vermelho ao Mediterrâneo. O arranjo beneficiava os dois lados: Israel resolvia seu problema energético, e o Irã ampliava dramaticamente suas receitas ao acessar os mercados europeus.
A cooperação ia além do petróleo. Nas décadas de 1960 e 1970, o Xá Mohammad Reza Pahlavi encorajou a presença de assessores, instrutores e contratados israelenses no Irã em áreas que iam de segurança militar a projetos de engenharia, apoio agrícola e gestão de recursos hídricos. Chegou a funcionar uma escola de língua hebraica em Teerã para filhos de funcionários israelenses. Voos regulares conectavam Tel Aviv e a capital iraniana.
Em 1979, tudo mudou. A Revolução Islâmica, liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini após 14 anos de exílio, derrubou o Xá e instaurou uma república teocrática que redefiniria completamente o mapa de alianças do Oriente Médio.
A hostilidade a Israel não foi uma consequência acidental da revolução, mas um de seus pilares fundadores. Nas décadas anteriores, Khomeini havia construído meticulosamente um discurso no qual os laços do Xá com Israel e os Estados Unidos eram apresentados como uma ameaça existencial ao Islã e à soberania iraniana.
Já em 1963, quando o Xá lançou a Revolução Branca, um conjunto de reformas modernizantes com apoio americano, Khomeini denunciou as mudanças como uma submissão ao imperialismo ocidental e ao sionismo.
Do exílio, Khomeini continuou a alimentar esse discurso, enquanto conquistava legitimidade crescente junto ao povo iraniano. Nos seus sermões e proclamações, Israel era descrito como um agente do imperialismo americano, uma potência ilegítima que ocupava terras islâmicas e controlava os corredores do poder em Washington.
Com a revolução vitoriosa, Teerã cortou todos os laços formais com Israel em questão de semanas. A embaixada israelense foi entregue à Organização para a Libertação da Palestina. Os passaportes israelenses deixaram de ser reconhecidos.
O motivo da guerra entre Israel e Irã pode ser analisado a partir da ótica da teoria da dissuasão. Após o fim da Guerra Fria e a derrota de Saddam Hussein em 1991, eliminaram-se os dois grandes fatores que haviam mantido algum interesse estratégico compartilhado entre Israel e Irã. A partir daí, Israel passou a ver o programa nuclear iraniano como uma ameaça existencial.
A preocupação israelense se intensificou a partir de 2011, quando relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) expressou "sérias preocupações" sobre possíveis dimensões militares do programa nuclear iraniano.
Israel respondeu com uma combinação de ataques encobertos às instalações nucleares iranianas e pressão intensa sobre os Estados Unidos para adotar uma postura mais dura, o que culminou na retirada americana do acordo nuclear (JCPOA) em 2018, sob o governo Trump.
Apesar de toda essa pressão, o Irã demonstrou determinação inabalável em avançar seu programa. A estratégia de dissuasão israelense não conseguiu reverter os ganhos iranianos na região.
A história da relação entre Irã e Israel é também a história de como as disputas bilaterais podem incendiar regiões inteiras. A rivalidade entre os dois países tornou-se uma das principais fontes de instabilidade no Oriente Médio, com efeitos que se espalham por Líbano, Síria, Iraque, Iêmen e Gaza.
O Irã construiu ao longo das décadas o que analistas chamam de "eixo da resistência": uma rede de organizações aliadas que acumula um arsenal estimado em mais de 150 mil foguetes e mísseis capazes de atingir todo o território israelense.
Israel, por sua vez, conduz há anos a chamada "Campanha Entre Guerras", com mais de cem ataques aéreos contra alvos iranianos ou pró-iranianos na Síria apenas entre 2012 e 2017, buscando impedir o estabelecimento de bases militares iranianas em seu entorno.
Os países vizinhos pagam o preço dessa rivalidade. A Síria foi devastada por uma guerra civil na qual o envolvimento iraniano e israelense foi determinante. O Líbano, já fragilizado, tornou-se refém do jogo entre Teerã e Tel Aviv. O Iêmen está em um conflito no qual as tensões regionais alimentadas pela disputa entre as duas potências encontraram terreno fértil.
Enquanto nenhum dos dois lados demonstrar disposição genuína para solucionar conflitos pelas vias diplomáticas, o Oriente Médio continuará a viver sob a sombra de um conflito que, embora comece em Teerã e Tel Aviv, nunca fica confinado entre elas.
A rivalidade entre Irã e Israel se consolidou após a Revolução Iraniana de 1979. Antes disso, os dois países mantinham relações diplomáticas e cooperação estratégica. Com a queda do Xá e a ascensão do regime liderado pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, o novo governo iraniano rompeu relações com Israel e passou a tratá-lo como um adversário central.
Não. Durante as décadas de 1950, 1960 e 1970, Irã e Israel mantiveram uma relação de cooperação política, econômica e militar. O Irã chegou a fornecer petróleo a Israel e colaborou em projetos estratégicos, como o oleoduto Eilat-Ashkelon. A hostilidade só se consolidou após a Revolução Islâmica de 1979.
O principal fator da tensão entre Irã e Israel é a percepção israelense de que o programa nuclear iraniano representa uma ameaça existencial. Israel teme que o Irã desenvolva armas nucleares e amplie sua influência militar na região, enquanto Teerã acusa Israel de agir como aliado estratégico dos Estados Unidos no Oriente Médio.
A rivalidade entre Irã e Israel influencia conflitos em vários países da região, especialmente Síria, Líbano, Iraque, Gaza e Iêmen. Nesses locais, grupos aliados de um ou outro lado atuam militarmente, ampliando o alcance da disputa regional.
O chamado “eixo da resistência” é uma rede de organizações e grupos aliados do Irã no Oriente Médio. Essa rede inclui forças políticas e militares que se opõem à influência de Israel e dos Estados Unidos na região.
Analistas consideram essa possibilidade real, porque a rivalidade entre Irã e Israel envolve alianças regionais, disputas militares indiretas e interesses estratégicos de diversas potências. Por isso, o conflito é frequentemente apontado como um dos principais fatores de instabilidade no Oriente Médio.
💡 Quer saber mais sobre as guerras entre Irã e Israel? Confira as fontes consultadas para este artigo:
*Conteúdo feito com o apoio de IA.
Por Redação
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