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Imagine investir em inteligência artificial sem conectar nenhum projeto à estratégia do negócio. Parece absurdo, mas é exatamente o que acontece em 95% das iniciativas de IA generativa nas empresas, segundo o MIT.
Foi com esse dado impactante que Simone Bervig abriu seu talk no dia 8 de abril, durante a Semana de Comunicação e Marketing da Pós PUCPR Digital , deixando no ar uma provocação que atravessou toda a sua apresentação: o maior obstáculo da inteligência artificial não é tecnológico, é de liderança.
Bervig é CMO da MakeOne, colunista da MIT Tech Review e professora da Escola de IA da Pós PUCPR Digital. Ela trouxe para o debate uma visão que equilibra rigor analítico e visão estratégica, focando na revolução que a IA agêntica está promovendo no marketing.
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Confira a seguir as principais ideias apresentadas por Simone Bervig durante a Semana de Comunicação e Marketing da Pós PUCPR Digital.
Para entender onde estamos, Simone Bervig propôs um mapa. Existem quatro tipos de inteligência artificial que o profissional de marketing precisa conhecer:
"A IA agêntica não apenas responde a um prompt, mas planeja, toma decisões sequenciais, com autonomia e tarefas encadeadas, sem nenhuma intervenção humana", explicou Bervig.
É esse último tipo que está mudando as regras do jogo em velocidade exponencial. Enquanto a IA generativa ainda depende de um humano formulando perguntas, a IA agêntica executa fluxos completos de ponta a ponta, do diagnóstico à ação, de forma independente.
No contexto do marketing, isso significa agentes que não apenas sugerem campanhas, mas as orquestram, segmentam públicos, ajustam criativos e monitoram resultados sem parar.
Bervig alertou, no entanto, para as três principais armadilhas que sabotam projetos de IA nas empresas:
Um dos momentos mais provocadores da palestra foi quando Simone Bervig declarou o fim do funil de marketing como o conhecemos.
A lógica linear de atração, consideração e conversão está sendo substituída por uma jornada do consumidor radicalmente diferente: mais fragmentada, mais exigente e mediada por inteligência artificial.
"E se a sua marca deixasse de ser encontrada? Não por falta de tráfego, não por falta de boas campanhas, mas por não ser relevante para a IA?", questionou a palestrante.
A professora da Pós PUCPR Digital apresentou a transição do SEO (Search Engine Optimization) para o GEO (Generative Engine Optimization) como uma das mudanças mais críticas para qualquer estratégia de conteúdo.
No modelo antigo, bastava aparecer bem-posicionado nos mecanismos de busca. No novo modelo, a marca precisa ser indicada pela IA. Isso exige não apenas palavras-chave, mas autoridade semântica, dados confiáveis e conteúdo estruturado que os modelos de linguagem consigam compreender e recomendar.
Os números apresentados por Bervig reforçam a urgência: 19% dos consumidores já usam IA como intermediária em suas decisões de compra, número que pode dobrar ainda em 2026. Ao mesmo tempo, seis a cada dez brasileiros já tomam decisões influenciadas por recomendações de IA.
Para as marcas que ainda não adaptaram sua comunicação a essa nova lógica, o risco é se tornar invisível.
Com toda a potência da IA agêntica em cena, Simone Bervig foi cuidadosa ao endereçar a questão que mais preocupa profissionais de marketing e comunicação: até onde vai a máquina e onde começa o humano?
"Nem automação absoluta, nem intuição pura. A excelência nasce dessa combinação: a IA acelera e revela padrões; os humanos interpretam o contexto e o impacto; e a ética define os limites", orientou.
Para ela, o modelo híbrido é a estratégia vencedora. A IA agêntica pode executar tarefas operacionais de ponta a ponta com autonomia, mas o profissional humano é insubstituível na curadoria de conteúdo, na orquestração de plataformas, na definição da estratégia de marca e na leitura de nuances sociais e culturais que os algoritmos ainda não alcançam.
A professora da Pós PUCPR Digital foi enfática ao lembrar que, paradoxalmente, quanto mais IA permeia as relações entre marcas e consumidores, mais o branding ganha importância. "Nunca se falou tanto em brand e rebranding", disse ela, alertando para o risco de escalar campanhas com IA sem fortalecer a identidade da marca.
O cuidado com a privacidade e os vieses algorítmicos também foi destacado. Estima-se que 43% das marcas já perderam a confiança do consumidor por uso indevido de dados, e 43% dos usuários ainda não se sentem confortáveis com o uso de IA.
Escalar sem ética, portanto, é um modelo de negócios insustentável.
Ao longo de toda a sua apresentação, Simone Bervig enfatizou que a IA, incluindo sua forma mais autônoma, a IA agêntica, já está transformando o marketing de forma irreversível.
Mas a tecnologia, por si só, não garante resultado. O que garante é a combinação entre dados confiáveis, estratégia clara, letramento digital das equipes e, fundamentalmente, humanização da mensagem.
A frase com que a palestrante encerrou sua participação resume bem o espírito do momento que o mercado vive:
"Sejam curiosos, estudem, perguntem, troquem ideias. A gente nunca viveu tanto uma fase em que precisamos conversar e trocar experiências. Espero ter deixado uma semente de provocação para aprender mais sobre o universo da IA.".
Em um cenário onde 65% dos CMOs esperam que a IA mude tudo em dois anos, mas apenas 32% acreditam que precisam mudar alguma coisa, a mensagem de Bervig soa menos como inspiração e mais como alerta.
O futuro não espera. E a diferença entre liderar e ser substituído pode estar, justamente, na disposição de aprender.
A IA agêntica é um tipo de inteligência artificial capaz de agir de forma autônoma para atingir objetivos específicos. Diferente de modelos tradicionais, ela não apenas responde a comandos, mas planeja, toma decisões e executa tarefas sequenciais sem intervenção humana.
A IA agêntica funciona por meio de agentes que interpretam objetivos, analisam dados, definem etapas e executam ações de ponta a ponta. Esses sistemas combinam aprendizado de máquina, processamento de linguagem natural e automação para operar de forma contínua e adaptativa.
Enquanto a IA generativa cria conteúdos a partir de comandos humanos, a IA agêntica vai além: ela executa processos completos de forma autônoma, conectando múltiplas tarefas e decisões em sequência.
A IA agêntica transforma o marketing ao automatizar campanhas, segmentar públicos, ajustar estratégias em tempo real e otimizar resultados continuamente, aumentando a eficiência e a personalização.
Com a IA agêntica, o foco deixa de ser apenas ranquear no Google (SEO) e passa a ser recomendado por sistemas de IA (GEO). Isso exige conteúdo estruturado, confiável e com forte autoridade semântica.
Não. A IA agêntica potencializa o trabalho humano, automatizando tarefas operacionais, enquanto profissionais continuam responsáveis por estratégia, contexto, criatividade e decisões éticas.
*Conteúdo feito com o apoio de IA.
Por Redação
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