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Você já ouviu falar em Cleantech? Essas startups estão transformando a maneira como lidamos com os desafios ambientais ao oferecerem soluções tecnológicas que promovem a sustentabilidade.
Na vanguarda da luta contra a crise climática, são elas que desenvolvem produtos e serviços que reduzem a poluição, aumentam a eficiência energética e promovem o uso responsável de recursos naturais.
Saiba o que são as Cleantechs, as principais áreas em que atuam, além de analisar o cenário dessas empresas no Brasil. Vamos também discutir as oportunidades e desafios que elas enfrentam no mercado atual. Acompanhe!
Cleantech é um termo utilizado para se referir a um conjunto de empresas e tecnologias que buscam promover a sustentabilidade ambiental. A palavra é uma combinação de "clean" e "technology."
Ao longo do tempo, o uso desse termo tem evoluído e passou a ser frequentemente associado a expressões como "tecnologia verde". Ele é utilizado para descrever iniciativas relacionadas a energias renováveis, novas abordagens de reciclagem e outras práticas que priorizam o meio ambiente.
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Uma Cleantech funciona com o desenvolvimento e a aplicação de tecnologias sustentáveis que minimizam impactos ambientais e promovem eficiência em setores como energia, água, resíduos e agricultura. Elas criam soluções inovadoras que podem incluir desde a geração de energia limpa, como solar ou eólica, até a gestão eficiente de recursos hídricos e redução de emissões poluentes.
Essas empresas geralmente operam em modelos de negócio que atendem tanto o mercado B2B quanto B2C com o fornecimento de produtos e serviços que ajudam outras empresas e consumidores a adotarem práticas mais sustentáveis. Elas também buscam captar investimentos e parcerias para expandir as suas soluções e maximizar um impacto ambiental positivo.
Uma Cleantech pode atuar em diversas áreas dentro do escopo de sustentabilidade e inovação. A seguir, confira algumas das principais.
As Cleantechs que atuam na área ambiental e de qualidade do ar são as que colocam a questão do carbono como prioridade, com foco especialmente no controle das emissões de fumaça. Elas também se dedicam ao reaproveitamento de resíduos, à biorremediação, ao monitoramento ambiental e à garantia de conformidade com as normas vigentes.
As Cleantechs podem oferecer soluções inovadoras para o setor agrícola ao abranger desde o cultivo até a criação de animais e o manejo sustentável de florestas. Essas tecnologias permitem a revisão e a implementação de novos processos que aumentam a produtividade, ao mesmo tempo em que promovem a sustentabilidade em ambientes controlados.
No Brasil e no mundo, as Cleantechs estão desenvolvendo uma variedade de sistemas de armazenamento de energia, o que inclui opções químicas, térmicas, mecânicas e elétricas. O objetivo central dessas iniciativas é proporcionar soluções que sejam tanto eficientes quanto economicamente viáveis.
As Cleantechs especializadas em recursos hídricos são aquelas que concentram seus esforços em soluções para produção, tratamento, reaproveitamento e distribuição de água. Um exemplo de uso eficiente é a implementação de tecnologias que permitem a eliminação completa do uso de água potável em vasos sanitários.
A energia limpa se destaca como um dos setores mais cruciais dentro do universo das Cleantechs, especialmente por atender a uma necessidade crítica da indústria brasileira.
Para suprir essa demanda, as soluções desenvolvidas são bastante diversificadas e abrangem energia eólica, solar, nuclear e hídrica. Além disso, algumas startups estão criando projetos inovadores que utilizam combustíveis renováveis, energia dos oceanos, biomassa e resíduos.
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As Cleantechs enfrentam uma série de desafios que podem dificultar o seu crescimento e sucesso no mercado. Saiba quais são:
Um dos maiores desafios para as Cleantechs é expandir e escalar seus negócios. A venda de novos produtos e serviços geralmente é um processo lento que exige longos períodos de convencimento dos clientes. Além disso, muitas vendas só acontecem depois de extensos testes de equipamentos e logística, o que torna o processo ainda mais demorado e oneroso.
Desenvolver um modelo de negócio eficaz e comunicar a proposta de valor são tarefas desafiadoras para as Cleantechs. Muitas vezes, a percepção pública sobre resíduos e lixo como algo inútil é uma barreira significativa.
Alterar essa visão e mostrar o potencial de transformação desses materiais em recursos valiosos requer esforço e é um desafio cultural importante.
As barreiras regulatórias representam outro desafio significativo para essas startups. Inovar no Brasil frequentemente esbarra em alguma legislação que não está preparada para novas tecnologias e soluções.
As Cleantechs precisam navegar por um ambiente regulatório complexo, o que pode atrasar — ou até impedir — a implementação de novas ideias.
O processo de venda para Cleantechs é geralmente lento e difícil, além de contar com a necessidade de estabelecer confiança por meio de longos períodos de teste. Para mitigar esses desafios, parcerias com empresas que já estão integradas ao cotidiano de grandes corporações podem ser uma estratégia eficaz para facilitar a adoção de soluções cleantech.
Outro grande obstáculo das Cleantechs é o acesso a serviços financeiros. Muitas vezes, essas empresas enfrentam dificuldades para obter o financiamento necessário para crescer e desenvolver seus produtos e serviços. Esse desafio pode ser agravado pela falta de compreensão do mercado sobre o valor que essas soluções trazem.
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Um mapeamento feito em 2021 pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups) com o apoio da EDP Brasil revelou que, embora o setor de Cleantechs seja ainda muito recente, já conta com exemplos significativos e apresenta oportunidades notáveis para novos empreendedores.
O levantamento identificou 102 Cleantechs ativas no Brasil, com 39% delas focadas em ar e meio ambiente e no desenvolvimento de tecnologias para reduzir a poluição ambiental. Em seguida, 26,5% atuam em energia limpa e 19,6% em soluções de eficiência.
A maioria das Cleantechs — 54% das empresas — opera no mercado B2B, com São Paulo como líder em representatividade. Embora a média de tempo de operação seja de 3,2 anos, 17,7% têm mais de 5 anos de mercado, um destaque para casos mais maduros e relevantes, o que justifica a presença de 33,3% de startups em fase de tração.
O estudo também indica que o setor está em desenvolvimento, com 67,3% das Cleantechs ainda sem investimentos. Além disso, uma pesquisa complementar realizada pela EDP em parceria com Abstartup, FGV, UFRJ e Statkraft revela que 37,3% das Cleantechs ainda não geram receita e 39% estão operando no vermelho.
Como você pôde perceber, empresas Cleantech estão revolucionando o mercado ao unir tecnologia e sustentabilidade para oferecer soluções essenciais para um futuro mais verde. Embora ainda enfrentem desafios, especialmente no Brasil, o potencial de crescimento é significativo. Investir e apoiar essas iniciativas é essencial para impulsionar a transição para uma economia mais sustentável e eficiente.
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