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Você já se perguntou como o desenvolvimento sustentável no Brasil pode impactar o futuro da nação e do planeta? Com uma das maiores biodiversidades do mundo e recursos naturais abundantes, nosso país está no centro das discussões globais sobre sustentabilidade.
Conciliar crescimento econômico, justiça social e preservação ambiental em um território tão vasto e diverso, no entanto, é um desafio enorme. Explore esse tema com um pouco mais de profundidade a seguir.
O termo "desenvolvimento sustentável" foi popularizado pela Comissão Brundtland em 1987, que o definiu como "o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações de satisfazerem suas próprias necessidades".
Esse conceito é baseado em três pilares fundamentais:
Esses três pilares estão interligados e o desenvolvimento sustentável só pode ser alcançado quando todos eles são equilibrados. A nível global, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU estabelecem metas claras para os países alcançarem um desenvolvimento mais justo e sustentável até 2030.
O Brasil, como signatário do Acordo de Paris e da Agenda 2030 da ONU, tem se comprometido a implementar políticas de desenvolvimento sustentável. Contudo, o caminho para atingir essas metas é cheio de desafios e complexidades que refletem a diversidade e as desigualdades do país.
Historicamente, o Brasil sempre teve um papel ativo nas discussões globais sobre sustentabilidade. O país foi anfitrião da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, também conhecida como Rio-92, que resultou na criação da Agenda 21, um marco nas políticas de desenvolvimento sustentável.
O evento seminal trouxe à tona questões ambientais e sociais em uma escala global, o que colocou o Brasil como protagonista internacional. A conferência também estabeleceu a Convenção sobre Diversidade Biológica e a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima — ambas fundamentais para as ações futuras de desenvolvimento sustentável.
Mais recentemente, o Brasil reafirmou seu compromisso com a sustentabilidade ao ratificar o Acordo de Paris, que visa a limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.
Internamente, o Brasil conta com diversas políticas voltadas para o desenvolvimento sustentável. O Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável, por exemplo, busca integrar os três pilares da sustentabilidade em todas as áreas de governo.
O Ministério do Meio Ambiente também tem implementado programas focados na preservação da Amazônia, na gestão de resíduos sólidos e na promoção de energias renováveis.
Além disso, o Brasil tem investido em iniciativas voltadas para a proteção da biodiversidade, como a criação de unidades de conservação e programas de manejo florestal sustentável. Outro exemplo é a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que busca promover a reciclagem e o tratamento adequado de resíduos, reduzindo o impacto ambiental.
Essas políticas, no entanto, nem sempre são implementadas de uma maneira eficaz. Muitas vezes, a falta de fiscalização, a corrupção e a pressão de setores econômicos poderosos comprometem os avanços na área de sustentabilidade.
O futuro do desenvolvimento sustentável no Brasil depende de como o país enfrentará os desafios e aproveitará as oportunidades disponíveis.
Os principais desafios incluem a necessidade de políticas públicas mais eficazes, maior envolvimento do setor privado e a conscientização da sociedade sobre a importância da preservação ambiental. O combate ao desmatamento e a implementação de práticas agrícolas mais sustentáveis são questões urgentes que precisam de atenção imediata.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre agosto de 2023 e julho de 2024 foram desmatados 4.314,76 km² na Amazônia Legal, área equivalente à de Cuiabá. Esse aumento é frequentemente impulsionado pela expansão ilegal da fronteira agrícola, pelas queimadas e pela exploração madeireira, sendo uma ameaça à biodiversidade que contribui para as mudanças climáticas.
Além disso, a desigualdade social continua a ser um obstáculo para o desenvolvimento sustentável, já que muitas comunidades ainda vivem em condições de pobreza extrema, sem acesso a serviços básicos como saneamento. Pelo menos 32 milhões de brasileiros vivem sem acesso à água potável e mais de 90 milhões não têm coleta de esgoto no país, de acordo com o estudo “Avanços do Novo Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil” do Instituto Trata Brasil.
Ainda, a concentração de renda e a falta de acesso a oportunidades econômicas para grandes parcelas da população agravam os problemas sociais e ambientais, o que dificulta a implementação de práticas sustentáveis em todo o país. Os 5% mais ricos detinham 39,9% da renda nacional em 2022, segundo o Observatório de Política Fiscal da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Outro desafio importante é o financiamento para projetos de desenvolvimento sustentável. Muitos dos avanços na área exigem investimentos significativos e o acesso a financiamentos — tanto nacionais quanto internacionais — é fundamental para garantir que esses projetos sejam viáveis a longo prazo.
Por outro lado, o Brasil tem grandes oportunidades para se destacar como um líder global em sustentabilidade. A rica biodiversidade do país oferece um potencial enorme para o ecoturismo e para o desenvolvimento de produtos naturais. Além disso, a transição para uma economia de baixo carbono, baseada em energias renováveis, pode posicioná-lo como um exemplo a ser seguido por outras nações.
O país também pode se beneficiar da crescente demanda global por produtos e serviços sustentáveis. Com o aumento da consciência ambiental entre consumidores em todo o mundo, há uma oportunidade para o Brasil se tornar um exportador líder de produtos sustentáveis, desde alimentos orgânicos até cosméticos naturais e produtos de moda eco-friendly.
Sim, o desenvolvimento sustentável no Brasil é uma jornada contínua. Ela exige esforços coordenados do governo, do setor privado e da sociedade civil, por isso não surpreende que um número cada vez maior de empresas tenha incluído práticas ESG no seu dia a dia.
Os profissionais que se especializarem em ESG não só terão uma carreira promissora pela frente, mas também vão contribuir para que o país seja exemplo de sustentabilidade para o mundo.
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