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Atualmente, em um mundo marcado por hiperestímulos, os desafios dos educadores frente ao universo educacional são ainda maiores.
Entretanto, a ciência tem se aliado à educação para inovar cada vez mais nesse processo, com a criação de metodologias de ensino baseadas no funcionamento cerebral, que compõem a chamada neurodidática.
Em resumo, trata-se de integrar a curiosidade, a atenção e as emoções do aluno no processo de aprendizado.
O objetivo principal da neurodidática (também chamada de neuroeducação), além de aproximar o estudo da neurociência à educação, é explicar como acontecem os estímulos cerebrais no processo de aprendizagem nos períodos de desenvolvimento cognitivo das crianças até os sete anos de idade.
A neurociência define estratégias com base na forma como o cérebro aprende e o que estimula seu desenvolvimento no âmbito escolar.
Essa disciplina tem como objetivo tirar o máximo proveito do funcionamento cerebral no momento em que novos conhecimentos são adquiridos.
A emoção, a curiosidade e a atenção serão as bases do processo, por meio de salas de aula inclusivas. Também envolve a gamificação – que vem do inglês “gamification” –, que consiste no uso de jogos na sala de aula.
Com isso, ganha força a ideia de uma maneira de aprendizado construída de uma forma mais personalizada, assim como a noção de que cada pessoa aprende de uma maneira diferente.
Isso acontece porque, em geral, os estímulos externos também variam de pessoa para pessoa, uma vez que cada indivíduo reage de um jeito próprio e tem um ritmo único. Com isso, as diferentes mentes em uma sala de aula, por exemplo, podem se fazer perceber.
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É preciso compreender que o cérebro está sempre em transformação, portanto, ele reage de acordo com a estimulação à qual está sendo exposto, gerando assim novas conexões neurais.
Então, utilizar os métodos da neuroeducação com os processos de psicologia geram resultados ainda mais eficientes, como:
Além disso, o uso de conhecimentos referentes aos processos cerebrais e o seu funcionamento é muito importante. O cérebro, por exemplo, se modifica enquanto sofre um processo de aprendizado, fenômeno chamado de neuroplasticidade.
De forma mais técnica, é fato de que o sistema nervoso faz a criação de conexões de acordo com as experiências individualmente obtidas. Portanto, buscar entender e conseguir interpretar as características pessoais de um estudante é importante para estimulá-lo a ter mais interesse e autonomia na atividade proposta.
Confira outras vantagens da neurodidática no processo de aprendizagem:
A capacidade adaptativa do cérebro, definida como plasticidade cerebral, é um fator de grande relevância para a neurodidática. Além disso, sabe-se que, por meio da estimulação adequada, o cérebro pode criar, de forma permanente, novos neurônios e conexões entre eles.
Dentro deste entendimento, as atividades que podem ser desenvolvidas em sala de aula são:
A maior constatação desse campo de estudo é que efetivamente aprendemos quando conseguimos nos envolver com o que está sendo ensinado, por meio de experimentações e atividades manuais.
É por meio da neurodidática que o professor consegue desenvolver e aplicar novas metodologias que podem ajudar na otimização da aprendizagem dentro da sala de aula.
Além disso, os neurônios-espelho são vitais para as estratégias neuroeducacionais, sendo estimulados pelas emoções, o que configura a eles uma importância central na aprendizagem da linguagem e da empatia. Essas células são ativadas quando vemos alguém fazendo algo ou quando nós mesmos a fazemos.
Há alguns anos, a distribuição da grade curricular nas escolas era focada nas inteligências lógico-matemática e linguística, características que eram cobradas em testes de coeficiente de Inteligência para categorizar o nível de inteligência dos indivíduos.
Esse fato sempre reforçou a importância de disciplinas como a matemática e o português, que sempre detiveram maior carga horária nas escolas.
Posteriormente, o psicólogo Howard Gardner desenvolveu nos anos 1990 a Teoria das Inteligências Múltiplas , defendendo que a inteligência deveria ser abordada por vários aspectos e que os indivíduos possuíam diferentes tipos de mentes, assim, apresentando diferentes inteligências:
Neste sentido, uma série de estudos comprovam que a ampliação do repertório motor e a estimulação física e mental, assim como a criação de situações problemas, são indispensáveis para um aprendizado saudável e eficaz.
Outra atividade que tem sido inspirada nos estudos da neurodidática e sendo aplicada com êxito são os exergames , jogos que utilizam os movimentos corporais como forma de interação com ambientes virtuais, ferramentas tecnológicas utilizadas para a promoção da atividade física.
A prática traz tanto benefícios físicos quanto ganhos cognitivos. Na parte física, são observados a melhora do condicionamento físico, aumento da força muscular, aumento do gasto energético, controle da pressão arterial e da frequência cardíaca.
Na parte cognitiva, é notável a diminuição do tempo de reação, a melhora na capacidade de abstração, devido à interação com o ambiente virtual e a melhora da motricidade fina e global, já que o acionamento dos comandos é dado por intermédio da movimentação dos segmentos corporais. Observa-se ainda a melhora das funções cognitivas, como no caso de resolução de problemas.
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