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Os verbos repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar compõem a política dos 5 R’s da sustentabilidade, promovida pela Zero Waste International Alliance e popularizada pela ativista Bea Johnson em 2013.
Naquele ano, Johnson lançou o livro “Zero Waste Home: the Ultimate Guide to Simplifying your Life by Reducing your Waste”. A proposta do guia era levar os preceitos dos 5 R’s para dentro da casa das pessoas.
Hoje esses princípios são seguidos antes mesmo de uma casa ser habitada, por meio de projetos de
arquitetura sustentável.
A seguir, você vai conhecer estratégias que podem ser usadas no planejamento e execução de projetos arquitetônicos que respeitam os 5 R’s da sustentabilidade.
Repensar hábitos de consumo e ações cotidianas que impactam o meio ambiente é o primeiro princípio.
Na arquitetura, esse R significa
avaliar todo o ciclo de vida de uma edificação , do seu planejamento à sua manutenção. Isso envolve usar materiais e mão de obra locais, reconsiderar decisões meramente estéticas e reduzir ao máximo o impacto ambiental no entorno da construção.
Também envolve ajustar todas as etapas do projeto arquitetônico às boas práticas do Green Building Council (GBC), detalhadas nos pré-requisitos da certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) :
Não basta o projeto seguir boas práticas de sustentabilidade. É preciso que os fornecedores as sigam também, o que pode ser verificado com a ajuda dos selos ambientais.
O mais conhecido é o EPD , sigla em inglês para “Environmental Product Declarations”, que segue as normas ISO 14025 e ISO 21930, tendo reconhecimento internacional.
O segundo R da sustentabilidade é a recusa de itens descartáveis.
Na arquitetura, podemos pensar na recusa de incluir materiais baseados em hidrocarbonetos (ou seja, plásticos). Eles
podem ser substituídos por:
A lã de rocha surge a partir de rocha magmática e escória, subprodutos da produção de aço. Tem propriedades como resistência ao fogo, capacidades acústicas e térmicas, resistência à água e durabilidade em condições extremas.
Nos últimos anos, tem sido cada vez mais utilizada por arquitetos e designers preocupados com a sustentabilidade, que buscam materiais econômicos e esteticamente agradáveis. Exemplos de edificações que usam esse material são a O2 Arena, em Londres, e o Aeroporto de Hong Kong.
Os fungos que crescem em árvores e no solo podem ser usados para emular materiais como a borracha, o poliestireno e a cortiça. Isso possibilita que sejam usados em embalagens e projetos de isolamento acústico.
Duas empresas que têm se destacado na pesquisa e produção desse tipo de material é a MycoWorks e a Ecovative.
O compensado de madeira convencional agride o meio ambiente ao usar uma cola à base de formaldeído, uma substância tóxica.
A empresa NU Green desenvolveu o Uniboard , um material feito de resíduos industriais ou fibras de madeira recuperadas que não usa formaldeído como cola. Assim, esse material reduz o lixo em aterros sanitários e emite menos gases de efeito estufa (GEE) em comparação com o compensado tradicional na sua produção.
Esse princípio defende a redução da quantidade de resíduos produzidos. Hoje, podemos estendê-lo à diminuição do consumo de energia, da emissão de GEE e até da pegada ecológica.
O uso de materiais não contaminantes, duráveis e recicláveis na arquitetura é um exemplo. Algumas boas práticas são:
Outro exemplo é a adoção da metodologia Building Information Modeling (BIM), que tem como objetivo coordenar todas as informações de um projeto, inclusive os custos e resíduos gerados.
O BIM reduz erros e desperdícios de material. Os softwares mais conhecidos que seguem esse método de trabalho são o Revit® , o ArchiCAD® e o AllPlan®.
Lembrando que a construção civil emitiu 10 toneladas de GEE em 2021, de acordo com o Relatório de Status Global de Edificação e Construção de 2022 da Organização das Nações Unidas (ONU). O setor foi responsável por 34% da demanda de energia e por 37% das emissões de CO 2 relacionadas a energia e processos.
Reutilizar implica em dar uma nova utilidade a objetos que seriam descartados. Na arquitetura, isso deve ser feito sem usar energia.
O reuso não se restringe aos materiais de construção. Esse princípio está presente na reutilização de edifícios pré-existentes para novas funções, em vez de criar uma edificação do zero, processo chamado de reuso adaptativo.
É o caso de hotéis que viram habitações populares ou de antigas fábricas que recebem escritórios e coworkings.
O último R da sustentabilidade trata do processo de reciclagem, que, de forma simplificada, transforma materiais pré-existentes em novos produtos. Isso evita a extração de recursos naturais e reduz a quantidade de resíduos descartados.
Os materiais da construção civil que são mais fáceis de reciclar são:
Por okleina
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