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Negócios e Gestão

Cultura Ágil: os benefícios desta abordagem para seus negócios

Por Olívia Baldissera   | 

Com a transformação digital nas organizações, novas habilidades estão sendo exigidas no mercado de trabalho. Você já deve ter lido sobre a importância das soft skills, mas uma competência em especial se destacou no relatório Jobs of Tomorrow de 2020, do Fórum Econômico Mundial.

O documento reúne 96 profissões do futuro, divididas em sete categorias: vendas, marketing, saúde, dados, cloud computing, desenvolvimento de produtos, economia verde e pessoas e cultura. Apesar de pertencerem a grupos bem distintos, todas elas exigem o domínio de metodologias ágeis.

Estes métodos fazem parte de um movimento maior, o da Cultura Ágil. Hoje, se uma empresa não acompanha este fenômeno, ela corre sérios riscos de ser suprimida pelas mudanças tecnológicas, que estão cada vez mais aceleradas.

Neste artigo, você conhecerá o que é a Cultura Ágil, seus princípios e quais os benefícios que ela traz para uma organização. Boa leitura.

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O que é Cultura Ágil

A Cultura Ágil é um conjunto de ideias, comportamentos e práticas sociais que se disseminou no meio empresarial após a transformação digital. Ela se utiliza de uma série de metodologias para garantir rapidez na inspeção, adaptação, correção e entrega, atendendo as demandas do cliente e do negócio.

A qualidade não é deixada de lado em detrimento da velocidade. A satisfação do cliente é prioridade, por isso os métodos ágeis são empregados para oferecer entregas contínuas que agreguem valor.

O ambiente de trabalho que promove a Cultura Ágil se baseia em valores como a cooperação e colaboração, maior horizontalidade na hierarquia e otimização de processos. Ainda, a comunicação entre os membros da equipe é constante e dinâmica, permitindo um trabalho com divisões claras de etapas.

O Manifesto Ágil

Métodos ágeis estão presentes no mercado e na indústria desde a década de 1950, como na Toyota, que desenvolveu um sistema próprio de produção a partir do conceito Just-in-Time (JIT).

Entretanto, eles ganharam força em 2001, com a publicação do Manifesto Ágil. Entre os dias 11 e 13 de fevereiro, dezessete desenvolvedores de softwares se reuniram em Utah para discutir a burocratização dos processos e a verticalidade do sistema.

Entre eles estavam Ken Schwaber e Jeff Sutherland, criadores do método Scrum; Alistair Cockburn, inventor da Metodologia Ágil Crystal; e Ward Cunningham, criador do conceito wiki.

O Manifesto Ágil tem 4 valores básicos e 12 princípios, que norteiam a Cultura Ágil até hoje.

Em resumo, os 4 valores do Manifesto Ágil são:

  1. Indivíduos e interação entre eles mais que processos e ferramentas;
  2. Software em funcionamento mais que documentação abrangente;
  3. Colaboração do cliente mais que negociação de contratos;
  4. Responder a mudanças mais que seguir um plano.

Já os 12 princípios que inspiram a Cultura Ágil são:

  1. Satisfação do cliente;
  2. Mudança em favor da vantagem competitiva;
  3. Prazos curtos;
  4. Trabalho em conjunto;
  5. Ambientação e suporte;
  6. Falar na cara;
  7. Funcionalidade;
  8. Ambiente de sustentabilidade;
  9. Padrões altos de tecnologia e design;
  10. Simplicidade;
  11. Autonomia;
  12. Reflexões para otimizações.

Benefícios da Cultura Ágil

Como o nome já diz, a Cultura Ágil envolve as práticas de todo o ambiente organizacional. No dia a dia, as equipes dos diferentes setores da empresa sentem estes benefícios:

  • Maior autonomia: a partir da definição das metas, os colaboradores decidem como organizarão suas pautas e resolverão os problemas em questão. Eles tampouco precisam de aprovação dos gestores do alto escalão para tomar decisões e seguir em frente;
  • Maior engajamento: a autonomia leva a um maior envolvimento da equipe nos projetos em comparação com as culturas organizacionais tradicionais, baseadas na hierarquia e no controle;
  • Compartilhamento de visão e valores: a Cultura Ágil encoraja os colaboradores a se colocarem no lugar dos clientes. Já os líderes ágeis deixam o microgerenciamento de lado e apostam no desenvolvimento de uma visão confiável e motivadora, compartilhando com a equipe os valores do negócio;
  • Maior satisfação do cliente: por promover entregas rápidas e otimizações constantes, a Cultura Ágil resulta no encantamento dos clientes;
  • Incentivo à comunicação horizontal: em contraposição às organizações convencionais, cujos processos são definidos pela diretoria, na Cultura Ágil as equipes atuam de forma colaborativa e tomam decisões em níveis inferiores da empresa. Isso estimula a troca de conhecimento e ainda dá agilidade para a resolução de problemas;
  • Estímulo ao feedback: uma empresa que segue a Cultura Ágil estimula os times a refletirem constantemente sobre a forma como trabalham e como tornar processos mais eficientes. Isso estimula o feedback entre os colaboradores, que apontam uns para os outros quais atividades podem ser otimizadas.

Os benefícios da Cultura Ágil ajudam profissionais das mais diferentes áreas de atuação a se adaptarem ao futuro do trabalho, que demandará habilidades comportamentais bem desenvolvidas dos trabalhadores.

Onde os métodos ágeis podem ser aplicados?

Apesar do movimento ter se iniciado entre os desenvolvedores de software, a Cultura Ágil está presente em organizações dos mais diferentes segmentos, de fabricantes de brinquedos a farmacêuticas. LEGO, Sony, Itaú e Aché são alguns exemplos de multinacionais que incluíram métodos ágeis no dia a dia.

Mas as mudanças não foram feitas da noite para o dia. A Cultura Ágil leva tempo para se estabelecer dentro de uma empresa, pois é necessário adquirir conhecimento para iniciar esta transformação organizacional – e, ao terminar este artigo, você deu o primeiro passo para melhorar o seu trabalho.

Para se aprofundar mais sobre o tema, confira estes artigos do Blog da Pós PUCPR Digital:

>>> Os 5 principais métodos ágeis que você deve usar em projetos

>>> Por que um curso de gestão de projetos tornará você um profissional disputado no mercado

Sobre o autor

Olívia Baldissera

Olívia Baldissera

Jornalista e historiadora. É analista de conteúdo da Pós PUCPR Digital.

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