16/08/2021 07:00:00

Você está pronto para o impacto da tecnologia na gestão em saúde?

Com quais tecnologias a gestão em saúde terá que lidar nos próximos anos? Descubra 3 tendências do setor que devem ser incluídas na rotina de uma clínica ou hospital

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A implantação de novas tecnologias na saúde deixou de ser vista como custo por empresários e gestores. Segundo levantamento da International Data Corporation (IDC- 11-2020), o investimento em digitalização no setor de saúde na América Latina deve chegar a US$ 1,9 milhões até 2022.

O principal investimento é em soluções de Inteligência Artificial (IA) para otimizar processos e gerenciamento de equipe. Mas como esta e outras tecnologias afetam a gestão em saúde?

Antes de detalharmos esta questão, é necessário entender o que faz um gestor da área – afinal, ela não se resume à logística hospitalar. As novas tecnologias na saúde impactam o gerenciamento de outras organizações da rede pública e privada, e o responsável pelo funcionamento delas deve estar preparado para o que vem por aí.

Se você já tem um conhecimento aprofundado sobre gestão em saúde, clique aqui para pular para o final do artigo. Lá está uma lista de 3 tendências de tecnologia que devem ficar no radar de todo gestor de saúde.

O que é gestão em saúde

A gestão em saúde é o conhecimento aplicado na administração de organizações de saúde da rede pública e privada, como hospitais, laboratórios e clínicas. A área abrange três dimensões:

  1. Espaços de cuidado direto, que podem ser especializados ou multiprofissionais;
  2. Rede de instituições de saúde;
  3. Complexo de serviços de saúde que ofereçam uma assistência universal, integral, equânime, de qualidade e eficiente para toda a população.

Os princípios da gestão em saúde

As preocupações em torno da gestão em saúde ganharam força em meados do século 20, com o desenvolvimento do National Health Servise (NHS) no Reino Unido. O serviço público de saúde britânico inspirou governantes, gestores e pesquisadores a definirem uma série de princípios que devem ser seguidos na rede pública e privada para alcançar uma boa governança clínica.

Os sete princípios da gestão em saúde são:

  1. Atender as necessidades de saúde com foco na integralidade do cuidado;
  2. Qualidade e segurança no cuidado em saúde;
  3. Articular e valorizar diferentes saberes e práticas para lidar com problemas de saúde;
  4. Corresponsabilizar gestores, profissionais de saúde e cidadãos na atenção em saúde;
  5. Educar corpo clínico, pacientes e demais colaboradores da organização de saúde;
  6. Buscar resultados que agreguem valor à saúde e à vida;
  7. Buscar transparência e responsabilização com os interesses coletivos.

O que faz um gestor de saúde

O responsável pela gestão em saúde de um hospital, clínica ou rede lida com questões de logística, finanças, legislação e recursos humanos. O gestor deve assegurar o bom trabalho dos colaboradores e se certificar de que todos os equipamentos estão funcionando. Ele também deve disseminar princípios de humanização na assistência ao paciente.

Na prática, o gestor em saúde realiza estas atividades no dia a dia:

  • Planejamento, avaliação e controle de políticas de saúde;
  • Gerenciamento de serviços e processos em instituições de saúde;
  • Consultoria em estudos de custo e viabilidade de projetos de gestão em saúde;
  • Análise de indicadores financeiros;
  • Previsão e provisão do estoque;
  • Acompanhamento de serviços realizados por terceiros.

O profissional de gestão em saúde atua principalmente em:

  • Hospitais;
  • Clínicas;
  • Casas de repouso ou de reabilitação;
  • Unidades básicas de saúde;
  • Laboratórios de análise clínica e exames de imagem;
  • Farmácias;
  • Secretarias de saúde e órgãos públicos;
  • Demais empresas e indústrias que atuam no segmento da saúde.

É bastante responsabilidade, não é mesmo? Por isso quem trabalha com gestão em saúde geralmente é bem remunerado.

Qual o salário de um gestor de saúde

Segundo o portal Vagas, o salário médio de um analista de gestão em saúde é de R$5.297,00, podendo chegar a R$7.250,00 dependendo do nível de experiência do profissional.

Para se destacar no mercado e conquistar uma remuneração mais alta, o gestor de saúde deve ir além do bacharelado ou tecnólogo e investir em uma pós-graduação. Ela o ajudará a se manter atualizado e ainda construir um networking valioso para crescer na carreira.

Qual a melhor pós-graduação de gestão em saúde?

A resposta para esta pergunta vai depender dos seus objetivos ao buscar uma pós-graduação de gestão em saúde. Porém, como em toda especialização, é importante prestar atenção em alguns pontos:

  • A instituição de ensino é reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC)?
  • Os professores são reconhecidos na área?
  • Vou conseguir encaixar as aulas na minha rotina?

Também é preciso conferir os assuntos que serão abordados ao longo do curso, se eles acompanham as tendências do mercado. Um tema que não pode faltar na grade curricular de uma pós-graduação de gestão em saúde é o lean healthcare, um conjunto de métodos e ferramentas adotados na indústria que foram adaptados para a área da saúde.

É importante lembrar que, para fazer uma pós-graduação de gestão em saúde, não é necessário ser formado em Medicina, em Enfermagem ou em demais cursos do setor da saúde. Profissionais da Administração e até de Tecnologia da Informação podem se especializar na área.

O curso Saúde 4.0: Saúde 4.0: Gestão, Tecnologia e Inovação da Pós PUCPR Digital, por exemplo, é voltado para gestores de diferentes áreas de atuação que querem aprofundar seus conhecimentos sobre as novas tecnologias na saúde.

3 tendências de tecnologia na gestão em saúde para ficar atento

Agora que você já sabe como é o mercado de gestão em saúde, hora de entender como as novas tecnologias impactam a área. Muitas delas já estão presentes no dia a dia de gestores da rede pública e privada e devem se fortalecer nos próximos anos.

A lista de tendências de tecnologia na gestão em saúde foi elaborada pela diretora de soluções clínicas e General Manager da Elsevier Brasil, Claudia Toledo, em artigo para o Portal Hospitais Brasil.

1. A telemedicina veio para ficar

O atendimento médico remoto já era realizado desde a popularização do telefone, mas sua transposição para o meio digital foi acelerada com a pandemia do novo coronavírus.

Além de evitar a circulação de pessoas e a disseminação da Covid-19, a telemedicina proporciona um atendimento especializado a pessoas que moram fora dos grandes centros urbanos.

O teleatendimento também reduz custos, em especial no atendimento de pacientes que precisam receber visitas frequentes, que não precisam viajar constantemente para receber atendimento.

Como esta tecnologia na gestão da saúde já se tornou uma realidade, médicos e gestores hospitalares precisam seguir as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), para garantir a confidencialidade e a qualidade dos atendimentos.

Healthtechs brasileiras oferecem plataformas de telemedicina. É preciso buscar referências e verificar se as empresas estão de acordo com a LGPD.

2. Algoritmos clínicos

Lembra que falamos sobre Inteligência Artificial no começo do artigo? Os algoritmos clínicos, também chamados de algoritmo de diagnóstico, estão diretamente ligados a esta tecnologia.

Eles auxiliam médicos e equipes clínicas na tomada de decisões, ao fornecerem diretrizes baseadas em evidências para os cuidados de rotina de pacientes.

Ainda, o atendimento se torna padronizado, mesmo que o paciente passe por diferentes profissionais da saúde.

3. Prontuários inteligentes

Os prontuários eletrônicos do paciente (PEP) são um dos principais exemplos da Saúde 4.0 na prática. Eles são a base da transformação digital de clínicas, hospitais e unidades básicas.

Esta tecnologia na gestão da saúde ajuda ainda mais médicos e pacientes quando é aliada a Soluções de Apoio à Decisão Clínica (CDS). Elas que tornam um PEP inteligente, ao otimizar o preenchimento e agrupar as informações do paciente em dashboards.

Os prontuários inteligentes também auxiliam diferentes profissionais de saúde que cuidam de um mesmo paciente a manter a qualidade do atendimento.

sobre o autor

Olívia Baldissera

Jornalista, historiadora e analista de conteúdo da Pós PUCPR Digital.

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