19/05/2021 07:00:00

Como promover a saúde mental em tempos de hiperconectividade

Você saberia ajudar alguém que sofre com a hiperconectividade? Descubra neste artigo como promover a saúde mental com 6 dicas práticas.

Se você é um profissional da saúde, educador ou assistente social, já deve ter reparado no número de vezes que a pessoa à sua frente olha o celular durante um atendimento. Este é um dos sinais do mundo hiperconectado em que vivemos hoje, cenário que se agravou durante a pandemia do novo coronavírus.

Em 2015, as pessoas passavam 6 horas e 20 minutos dos seus dias conectadas à internet, em média. Em 2021 o tempo passou para 7 horas diárias. A conta é uma média mundial feita para o relatório Digital Global Overview Report, realizado em parceria entre a Hootsuite e a We Are Social.

Aqui no Brasil, nós passamos mais de 10 horas conectados por dia. É muito tempo, não é mesmo?

Se o tempo conectado não for dosado, o excesso acaba prejudicando a saúde mental. Mas como ajudar as pessoas a lidar com a hiperconectividade?

Você verá neste artigo algumas dicas práticas de como se desconectar, além de entender o que é hiperconectividade e como ela afeta a saúde mental. São informações importantes que você pode repassar nos seus atendimentos.

O que é hiperconectividade

Hiperconectividade é o estado de disponibilidade do indivíduo de se comunicar a qualquer momento, seja pelo WhatsApp, reuniões remotas ou redes sociais, segundo o pesquisador de Direito e cultura digital Eduardo Magrani.

O termo ainda carrega múltiplos sentidos, todos ligados à ideia de conexão ininterrupta. A hiperconectividade se refere à possibilidade de estar prontamente acessível, à interatividade e à geração de dados. A palavra é usada para definir relações interpessoais e a relação entre pessoas e máquinas.

Na prática, alguém hiperconectado não consegue se desligar do smartphone, notebook ou tablet. Ele sente a necessidade de olhar a todo momento as notificações e responder mensagens, pois está preocupado em perder alguma informação. A preocupação excessiva de ficar longe do celular é chamada de nomofobia, que é o medo de ficar desconectado, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

No dia a dia, é possível perceber quando alguém está sofrendo com as consequências da hiperconectividade. Durante as refeições, ela deixa o smartphone sobre a mesa e não para de olhar as notificações.

Isso quando ela lembra de se alimentar. Geralmente, uma pessoa hiperconectada não interrompe o trabalho para almoçar ou fazer pequenos lanches, permanecendo muito tempo em jejum.

As consequências da hiperconectividade na saúde levam ao aparecimento destes sintomas:

  • Irritabilidade;
  • Estresse;
  • Ansiedade;
  • Agressividade;
  • Falta de concentração;
  • Sensação de pouca produtividade;
  • Dores de cabeça;
  • Dores no corpo;
  • Desconforto nos olhos;
  • Baixa qualidade no sono;
  • Hábitos alimentadores desordenados.

Muitos deles estão relacionados ao desenvolvimento de transtornos mentais, como a depressão, que são potencializados pela hiperconectividade. Conheça os principais problemas de saúde mental de 2021.

Como promover a saúde mental na era da hiperconectividade

Hábitos simples devem ser incluídos na rotina para evitar os malefícios da hiperconectividade na saúde mental. Você pode passar estas orientações quando estiver em atendimento:

  1. Estipular um tempo diário para o uso das telas;
  2. Fazer pequenos intervalos ao longo do dia para se levantar da cadeira, alongar o corpo e ir ao banheiro;
  3. Desviar o olhar da tela e piscar os olhos várias vezes, para eles darem uma descansada;
  4. Evitar fazer várias tarefas ao mesmo tempo e deixar muitas abas abertas no navegador;
  5. Evitar mexer no celular ou no notebook pelo menos duas horas antes de dormir;
  6. Incluir atividades de lazer analógicas, como ler livros físicos, fazer artesanato, cozinhar ou praticar exercícios físicos.

Se você perceber que a pessoa está passando por um grande desequilíbrio na saúde mental devido à hiperconectividade, oriente que ela busque a ajuda de um profissional como um psicólogo ou psiquiatra.

Mas como saber identificar se alguém está sofrendo, de fato, os efeitos da hiperconectividade? É preciso buscar conhecimento para ajudar os outros de uma forma realmente significativa. Uma especialização ajudará você a identificar o estado de saúde mental dos indivíduos e, assim, planejar intervenções e iniciativas de prevenção em diferentes contextos.

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sobre o autor

Olívia Baldissera

Jornalista, historiadora e analista de conteúdo da Pós PUCPR Digital.

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