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Soft skills e liderança: o que todo gestor precisa saber

Olivia Baldissera • 28 de maio de 2021

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    Inteligência emocional. Pensamento crítico. Criatividade. Resiliência. Estes são alguns exemplos de soft skills, as habilidades sociocomportamentais que garantem um bom desempenho individual e coletivo das diferentes equipes das organizações.

    Apesar de essenciais para um bom ambiente de trabalho, recrutadores alertam que profissionais com soft skills bem desenvolvidas estão em falta. Em pesquisa global do LinkedIn de 2019 , com mais de 5 mil profissionais de RH, 89% dos entrevistados apontaram a falta de habilidades comportamentais como o principal motivo de contratações ruins dentro das empresas.

     

    A demanda por soft skills se reflete também no relatório "O Futuro do Trabalho" do Fórum Econômico Mundial , que concluiu que 55,4% das empresas passam por uma escassez de profissionais com habilidades específicas – tanto técnicas quanto comportamentais.

     

     Apesar do nome do relatório, muito do que se previa para o futuro do trabalho já se tornou realidade , em especial a demanda pelas habilidades sociocomportamentais. 

    Por isso já podemos dizer que, para ter sucesso na vida profissional, não basta investir apenas no aprendizado de hard skills. É preciso trabalhar também as soft skills, consideradas habilidades que você leva consigo para todos os cargos que ocupará na sua carreira, em especial se você sonha em ser gestor. Saiba a diferença entre soft skills e hard skills.

    Neste artigo, você descobrirá quais soft skills todo gestor precisa desenvolver para conquistar o respeito de sua equipe e crescer na carreira. Acompanhe!

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    Além da liderança: as soft skills que um gestor precisa ter

     

    Pode parecer óbvio, mas a liderança é a principal soft skill que um gestor precisa desenvolver. "Liderança" é a habilidade de motivar um grupo de pessoas a alcançar um objetivo comum. Para isso, o gestor precisa conseguir inspirar outras pessoas e, principalmente, saber se comunicar de forma assertiva e persuasiva.

    Segundo Dale Carnegie, autor do livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, os princípios mais importantes que um bom líder deve seguir são:

    • Saber como criticar: o gestor deve comunicar à equipe que não está atingindo as expectativas, mas sem deixar de reconhecer as qualidades do time.
    • Reconhecer os próprios erros: líderes também são humanos, ou seja, tem falhas. Admitir quando errou é uma forma de conquistar a confiança da equipe e ainda ajuda alguém a mudar de comportamento.
    • Sugerir em vez de ordenar: em vez de simplesmente dar ordens, o gestor pode levar as demandas para a equipe em forma de sugestões ou perguntas.
    • Elogiar os pontos fortes: assim como o gestor deve saber criticar, ele precisa saber elogiar de forma genuína.
    • Incentivar a excelência: o respeito da equipe reflete-se em resultados melhores e metas alcançadas.
    • Transformam problemas em desafios: o gestor deve tornar as tarefas os mais simples possível para a equipe, a partir do otimismo e do encorajamento.

    Para alcançar estes princípios, as habilidades comportamentais são imprescindíveis. As soft skills que um gestor precisa desenvolver são:

    1. Comunicação assertiva;
    2. Trabalho colaborativo;
    3. Adaptabilidade;
    4. Capacidade de solução de problemas;
    5. Autoconfiança;
    6. Inteligência emocional;
    7. Pensamento analítico;
    8. Negociação;
    9. Administração de conflitos;
    10. Gestão de tempo;
    11. Empatia;
    12. Resiliência.

    Existem outras soft skills que têm uma alta demanda no meio corporativo, independentemente do cargo que o profissional ocupa. Saiba quais são as soft skills mais buscadas no mercado de trabalho.

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    Como o gestor pode desenvolver soft skills

    Lembre-se de que um gestor não nasce pronto. Tornar-se um líder envolve um processo de aprendizado, que inclui o desenvolvimento de soft skills.


    O primeiro passo é investir no autoconhecimento e autodesenvolvimento, realizando testes de personalidade e inteligência emocional, como o MBTI ou EQ-i, além de buscar feedback de colegas, equipe e superiores para identificar pontos de melhoria. Praticar o autogerenciamento também é essencial para lidar melhor com emoções e estresse.


    O aprendizado contínuo é outra estratégia fundamental. Participar de cursos sobre inteligência emocional, comunicação e liderança, além de consumir livros e palestras sobre o tema, pode ajudar a aprimorar essas habilidades. Técnicas como escuta ativa e empatia devem ser praticadas diariamente para melhorar a interação com a equipe.


    Além disso, a prática no dia a dia é indispensável. Criar uma cultura de feedback, tanto para dar quanto para receber sugestões de forma construtiva, melhora significativamente as relações interpessoais. Comunicar-se de maneira clara e assertiva evita mal-entendidos e fortalece o vínculo com a equipe. Também é importante desenvolver a resiliência e a adaptabilidade para enfrentar desafios com mais tranquilidade.


    Buscar mentores e expandir o networking são estratégias valiosas. Contar com profissionais mais experientes pode oferecer insights valiosos sobre liderança e desenvolvimento interpessoal. Além disso, a troca de experiências com profissionais de diferentes áreas amplia a visão do gestor sobre a importância das soft skills no ambiente corporativo.


    Outra forma de aprimorar essas habilidades é por meio de simulações e role-playing. Dinâmicas em grupo para resolução de conflitos, simulação de negociações e participação em workshops de storytelling e oratória são excelentes maneiras de treinar a persuasão e a tomada de decisões sob pressão.


    Por fim, monitorar a evolução continuamente é essencial. O gestor deve refletir sobre suas interações, identificar áreas de melhoria e estabelecer metas específicas para o aprimoramento das soft skills. A autoavaliação periódica, aliada ao feedback da equipe, possibilita um desenvolvimento contínuo e eficaz.


    Quanto mais o gestor praticar, mais naturais essas habilidades se tornarão, tornando sua liderança mais eficiente e humanizada.

    Por Olivia Baldissera

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