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Elas nascem, crescem, às vezes se reproduzem... E morrem. Sua existência pode ser medida em meses, anos ou até em séculos. Tudo depende do valor que elas conquistam no mercado e entre os consumidores.
Estamos falando das marcas, conceito abrangente que pode se referir a produtos, serviços, pessoas, eventos, locais, organizações e ideias. Elas estão em todo lugar e, por isso mesmo, disputam entre si a preferência das pessoas. Em um mundo dominado por challenges do Tik Tok, fotos de gatinhos e podcasts de notícias, a marca que conquistar a atenção do consumidor é a que sobreviverá.
Mas como saber se uma marca terá vida longa ou se precisará de ajuda para continuar a existir? Ou como torná-la ainda mais relevante em um mercado cada vez mais competitivo? A resposta está no brand equity, também chamado de valor de marca. Mais do que uma informação financeira, o termo abrange a percepção do público, sendo considerado muitas vezes um ativo intangível.
A seguir, você entenderá o conceito de brand equity e verá como a revolução do Big Data se tornou imprescindível para mensurar e construir valor em torno de uma marca.
Brand equity significa o valor adicionado pela marca a um produto ou serviço, segundo a American Marketing Association (AMA). Este valor pode ser mensurado sob um ponto de vista financeiro (firm-based brand equity - FBBE) ou da ótica do consumidor (customer-based brand equity - CBBE), dependendo do modelo de medição escolhido.
Em ambas as perspectivas, o brand equity acaba sendo considerado algo intangível, ou seja, imaterial, mesmo que possa ser mensurado por diferentes métodos. Isso acontece porque uma marca é considerada um ativo não-monetário identificável sem substância física. Mesmo assim, ela tem um valor econômico e direitos de uso protegidos pela legislação.
Outras definições conceituais de brand equity são utilizadas por pesquisadores e profissionais de marketing, o que auxilia na compreensão plena do valor que uma marca tem na vida dos consumidores. As mais utilizadas são:
De acordo com a AMA, uma marca (brand, em inglês) é a combinação de dois ou mais dos seguintes elementos:
Ela auxilia a identificar bens ou serviços de um fornecedor ou grupo de fornecedores, especialmente após a Revolução Industrial, que multiplicou as opções de produtos e alterou completamente o mercado de bens de consumo.
A marca acabou por se tornar um fator competitivo, ao proteger o produto ou serviço de imitações, garantir uma identidade única às organizações e estimular a compra e fidelização de consumidores.
Os elementos de brand equity variam de acordo com o modelo escolhido. Aqui explicaremos os dois modelos mais conhecidos, o desenvolvido por David Aaker, professor emérito de marketing da Universidade da Califórnia, e o de Kevin Keller e Philip Kotler, apresentado no livro "Gestão Estratégica de Marca" (1997). O primeiro trabalha com aspectos financeiros e psicológicos, enquanto o segundo é centrado na percepção do consumidor.
Os elementos de brand equity no modelo de David Aaker são:
Quanto maior a fidelidade do consumidor à marca, menores os custos de marketing e, portanto, maior o valor atribuído a ela.
A construção de uma consciência de marca é importante para o consumidor considerá-la entre suas opções de compra.
Os critérios de qualidade variam de acordo com o produto, serviço e o que a marca promete entregar ao consumidor. De uma forma geral, o cliente irá avaliar estes aspectos antes de adquirir um produto:
Se o objetivo da compra for um serviço, os critérios geralmente adotados pelo consumidor são:
Cada consumidor se apropria da marca de uma forma única, associando-a a valores e experiências de vida. Apesar da maneira como as pessoas se apropriam da marca esteja fora do seu controle, o profissional de marketing deve estudar quais são as associações mais comuns que os clientes fazem. É preciso verificar se elas contribuem de alguma forma com o brand equity e se interferem na jornada de compra.
Este último item do modelo de brand equity reúne valores tangíveis, como números de patentes, marcas registradas e canais de venda.
Os elementos de brand equity de Keller e Kotler, por sua vez, focam-se na percepção do consumidor, ao listar quatro perguntas que ele fará inconscientemente sobre sua marca. O profissional de marketing deve oferecer subsídios para que a resposta do cliente a cada uma delas seja positiva:
Enquanto o brand equity trata sobre o valor da marca, o termo branding refere-se à sua gestão. De uma forma resumida, o branding é um conjunto de estratégias de gerenciamento que têm como objetivo aumentar a relevância da marca entre os consumidores. Em outras palavras, o branding planeja, implanta e controla o conceito de uma marca. Ele é o responsável pela geração de valor, tanto na perspectiva CBBE quanto na FBBE.
Existem diferentes métodos para calcular o valor de uma marca, portanto, não existe uma única abordagem correta. É preciso escolher uma que seja reconhecida pelo mercado e que seja a mais adequada à realidade da organização.
Conheça a seguir 5 métodos de cálculo de brand equity reconhecidos pelo mercado:
O brand equity é mensurado a partir da soma de todas as despesas de marketing, publicidade, pesquisa e desenvolvimento relacionadas a uma marca, durante um período de tempo específico.
Este método é criticado por não incluir os investimentos em branding. Não é indicado para organizações que tem um baixo investimento no setor de marketing.
Método apresentado no artigo “Revenue Premium as an Outcome Measure of Brand Equity” (2003). O cálculo do brand equity se dá pela diferença entre a receita/lucro de um produto de marca e de um genérico. Este modelo é inviável em setores em que não haja produtos sem marca comparáveis com os que a possuem.
O valor é mensurado pela comparação entre as transações de marcas de mesma importância. Para realizar o cálculo, é necessário ter acesso a dados da concorrência, que podem não estar disponíveis no mercado.
Se uma marca cobra seu uso de terceiros, como no caso de franquias, provavelmente ela tem uma taxa de royalty. Esta é o parâmetro para medir a economia feita ao diluir taxas de licença.
O cálculo de brand equity se baseia na sustentabilidade da marca ao longo do tempo. O método define o grau de risco de se investir em determinada organização.
Depois de conhecer diferentes métodos de cálculo de brand equity, você deve estar se perguntando: “mas como avaliar o valor da marca a partir da percepção dos consumidores?”
Sim, a tarefa é difícil, pois cada pessoa cria uma relação única com uma marca a partir de sua experiência de vida. Nos últimos anos, o customer-based brand equity ganhou um grande aliado no Big Data Analytics , a análise dos dados estruturados e não estruturados gerados todos os dias pelos usuários no meio online.
O Big Data é um componente importante para avaliar a percepção da marca, em especial se o significado que ela deseja transmitido é entendido pelo público. Os dados também permitem observar padrões de comportamento do consumidor e antecipar tendências.
Por exemplo, as redes sociais se tornaram fontes valiosas de informação. Elas permitem uma análise quantitativa e qualitativa do envolvimento dos usuários com uma marca, por meio de KPIs como likes, shares e saves e da avaliação do conteúdo dos comentários.
O bom uso destas informações, seguindo as diretrizes da LGPD , permite a manutenção do brand equity, e até incrementá-lo. É a partir da análise dos dados que produtos e serviços são melhorados constantemente, de uma perspectiva consumer-centric.
As estratégias mais comuns de Big Data aplicado à construção de brand equity são:
Lembre-se de que nada adianta ter uma base de dados gigantesca se você não souber o que fazer com ela. O Big Data, em si, não é garantia de boa tomada de decisões. É preciso analisar e cruzar informações de forma inteligente, para mapear intersecções entre a marca e o consumidor. As características únicas e valores da marca devem ser a baliza para a interpretação de dados e as hipóteses formuladas.
Por Olivia Baldissera
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