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Negócios e Gestão

6 tipos de startup que todo empreendedor precisa conhecer

Por Mariana Moraes   | 

Se você é um empreendedor ou deseja se tornar um, certamente já deve estar familiarizado com o termo startup. Afinal, nos últimos anos, esse tipo de empresa cresceu muito no Brasil.

De acordo com a Associação Brasileira de Startups, de 2015 até 2019, o número saltou de uma média de 4.100 para 12.700 startups criadas, representando um aumento de 207%.

Atualmente, o país tem 14.065 startups distribuídas em 78 comunidades e 710 cidades brasileiras. Bastante, não é mesmo?

Contudo, por mais que o conceito esteja circulando muito no meio do empreendedorismo, muitas pessoas ainda não sabem identificar as características de um startup, muito menos os seus tipos.

Se esse é o seu caso, este artigo é para você. A seguir, explicaremos como reconhecer uma startup e apresentaremos seus principais tipos. Confira:

Aqui você vai ver:
Como reconhecer uma startup
O Marco Legal das Startups no Brasil
Os tipos de startup mais comuns no Brasil
Termos do mundo das startups para ter na cabeça
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Como reconhecer uma startup

O termo startup vem do inglês e significa “começar algo novo”. Não é à toa que o conceito é comumente associado à inovação no mundo dos negócios.

Assim, podemos dizer que uma startup é um tipo de empresa que está em seu início, ainda sem plano de negócios ou produto completamente definido, mas que tem algo novo para oferecer ao mercado.

É por isso que um supermercado, por exemplo, nunca passa pela fase de ser uma startup. Afinal, ele já nasce com público definido e um modelo de operações.

As startups, contudo, precisam encontrar um modelo de negócios e um produto certo para se tornar uma empresa.

Abaixo, trazemos algumas as principais características desse perfil de negócio:

  • Inovação: as startups sempre apresentam um produto ou serviço novo para o mercado;
  • Escalabilidade: o modelo de negócio de uma startup é escalável, ou seja, tem o poder de atingir rapidamente um grande número de usuários a custos relativamente baixos;
  • Repetibilidade: o modelo de negócios de uma startup deve ser repetível, ou seja, possível de replicar ou reproduzir a experiência de consumo de seu produto ou serviço de forma relativamente simples, sem exigir o crescimento na mesma proporção de recursos humanos ou financeiros;
  • Flexibilidade e rapidez: em função de sua característica inovadora, do ambiente incerto e altamente competitivo, a startup deve ser capaz de atender e se adaptar rapidamente às demandas do mercado.

>>> Leia mais: Metodologias ágeis, empreendedorismo e inovação: conheça a Lean Startup

O Marco Legal das Startups no Brasil

O Marco Legal das Startups foi sancionado em 1º de junho de 2021.

Em relação a essa legislação, é importante chamar atenção para três critérios elencados no art. 4º. Eles definem o que é um startup. Confira:

  • critério de faturamento: a receita bruta não poderá ultrapassar o valor máximo de R$ 16.000.000,00 (dezesseis milhões de reais) por ano;

  • critério temporal: a organização deverá ter menos de 10 (dez) anos de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ);

  • critério de negócio: a organização deverá declarar-se, em seu ato constitutivo, como "negócio inovador", nos moldes da lei 10.973/04, ou, de igual forma, enquadrar-se no regime especial do Inova Simples, nos moldes da LC 123/06.

Além dessas alterações conceituais, o Marco Legal das Startups também trouxe maior segurança jurídica para os investidores, afinal as formas de investimento passaram a ser tipificadas em lei.

Para conferir todas as mudanças trazidas por essa legislação, acesse o documento completo aqui.

>>> Leia mais: O que você pode aprender com Jeff Sutherland, um dos inventores do Scrum

Os tipos de startup mais comuns no Brasil

Abaixo, apresentamos os tipos de startup mais conhecidas no Brasil. Confira:

Scalable startups

Scalable startup refere-se a uma startup escalável, ou seja, aquela que já está estruturada, mas que precisa de investimento para expandir e chegar em outro nível de execução.

Para serem consideradas scalable startups, elas se mantêm de capital de risco, estando já em pleno funcionamento, mas com ainda muito potencial para crescer.

Small business startups

A small business startup trata-se de um pequeno negócio, que não tem o objetivo de uma grande expansão e que normalmente atende uma demanda local.

Ou seja, são aquelas que movimentam a economia da região onde atua e, geralmente, são administradas por empreendedores individuais.

Buyable startups

As buyable startups são aquelas criadas para serem vendidas. Tudo começa com um produto ou serviço atraente, que deve chamar a atenção de fundos de investimento interessados em altos retornos.

Essas startups geralmente são vendidas a empresas maiores do mesmo nicho.

>>> Leia mais: O passo a passo do Design Sprint, a metodologia da Google para inovar em projetos

Large company startups

As large company startups já são empresas maiores, bem estabelecidas no mercado, mas que precisam seguir em busca de inovação para permanecerem relevantes.

Por isso, além de entregarem os produtos já consolidados, também estão em constante busca por novidades.

Lifestyle startups

A lifestyle startup é o tipo de empresa voltada para quem trabalha com o que ama e decide tornar isso sua profissão.

Ou seja, são as startups de empreendedores que trazem para o âmbito profissional algo forte do seu estilo de vida e replicam isso como um negócio.

Social startups

Com o objetivo central de gerar impacto social nas regiões onde atua, a social startup é criada para fazer a diferença na vida das pessoas sem o foco no lucro.

Podem ser organizações sem fins lucrativos ou uma empresa que gera lucro a partir da transformação social das comunidades onde participa.

>>> Leia mais: Os 6 D’s de uma organização exponencial. Quantos você conhece?

Termos do mundo das startups para ter na cabeça

A seguir, apresentamos alguns conceitos fundamentais do universo das startups para você conhecer:

  • Aceleradora: organização responsável por acelerar o crescimento de startups, por meio de mentorias, treinamentos, acompanhamentos, geração de negócios com agentes parceiros e, em alguns casos, investimentos financeiros;
  • Bootstrapping: termo criado para designar as startups que conseguiram crescer sem investimento de terceiras partes, apenas com dinheiro próprio;
  • Burn rate: refere-se ao valor gasto (“queimado”) para a startup manter sua operação;
  • Churn rate: é a taxa que indica os pedidos de cancelamentos, feitos por clientes, dos planos de assinatura de um produto ou serviço. É uma métrica muito importante;
  • Early stage: designa as startups em seus anos iniciais (em geral, até 3 anos) e que ainda buscam por um modelo de negócio repetível, escalável e com demanda de mercado;
  • Early adopters: são as/os primeiras/os clientes e pessoas usuárias de uma startup/produto;
  • Investidor/a-anjo: nome dado às primeiras pessoas investidoras que aportam capital em uma startup nascente;
  • Modelo de negócio: é como uma empresa cria, entrega e capta valor;
  • MVP: da sigla do inglês Minimum Viable Product, o MVP é, como a tradução em português já diz, o mínimo produto viável de uma startup.
  • Pitch (Pitches, no plural): é um discurso rápido e objetivo, com o objetivo de vender uma ideia/uma startup para um público potencial;
  • Runway: indica a expectativa de tempo de vida de uma startup;
  • Seed money: é o capital aportado na startup em seu estágio inicial e embrionário, quando poucas ou nenhuma validação do negócio aconteceu;
  • Stakeholders: são as diversas pessoas envolvidas no desenvolvimento de um projeto/produto da startup;
  • Unicórnio: nome dado a uma startup que ultrapassou 1 bilhão de dólares em valor;
  • Valuation: é o quanto uma startup vale em dinheiro;
  • Venture capital ou Capital de risco: é o nome dado ao capital disponível em fundos de investimentos para ser aplicado em startups e à prática destes aportes.

>>> Leia mais: Por que um curso de gestão de projetos tornará você um profissional disputado no mercado

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Sobre o autor

Mariana Moraes

Mariana Moraes

Jornalista formada pela UFRGS e redatora da Pós PUCPR Digital.

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