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“Liderar é inspirar e influenciar pessoas a fazerem a coisa certa, de preferência entusiasticamente e visando ao bem comum”.
James C. Hunter, no livro “Como se tornar um líder servidor” (2011)
Você provavelmente já ouviu falar em tipos de liderança. Diretiva, participativa, de apoio...
E essa é apenas a classificação da Teoria Caminho-Meta, de Robert House. Existem inúmeras formas de liderar que são conceituadas e estudadas por especialistas em gestão e relações de trabalho.
Uma delas é a liderança servidora, popularizada pelo consultor e professor convidado da Pós PUCPR Digital James C. Hunter no best-seller “O Monge e o Executivo” (1998). É sobre ela que vamos falar aqui.
A seguir, você vai conhecer as principais características de um líder servidor, que estão descritas na obra de James C. Hunter. Confira o que você vai ver neste artigo:
Nascido em Detroit, nos EUA, James C. Hunter atua no meio corporativo há mais de 30 anos, oferecendo consultoria, treinamento e palestras sobre relações profissionais. Atualmente é consultor-chefe da J.D. Associados.
Entre os clientes de Hunter estão American Express, Johnson & Johnson, Marriott, Nestlé e Procter & Gamble. Ele também já prestou consultoria a órgãos do governo dos Estados Unidos, como o FBI, a Agência de Defesa e Inteligência e demais ramos das Forças Armadas americanas.
James C. Hunter também é professor convidado de 10 cursos da Pós PUCPR Digital:
Paralelamente às atividades de consultor, Hunter escreveu livros de sucesso. Sua obra é referência em cursos de pós-graduação e MBAs, tendo sido traduzida para dúzias de idiomas e com mais de 5,5 milhões de cópias vendidas.
A publicação mais conhecida é “The Servant”, que, aqui no Brasil, teve o título traduzido para “O Monge e o Executivo”. O livro figura na lista de best-sellers desde que foi lançado no país, em 2004. Desde então, mais de 4 milhões de cópias foram vendidas.
“O Monge e o Executivo” também ganhou uma versão teatral , que já foi assistida por mais de 130 mil pessoas em São Paulo. Conhecendo a história do livro, dá para entender por que ele combina tanto com os palcos.
Cena da peça "O Monge e o Executivo". Créditos: Reprodução omongeeoexecutivo.com.br
O livro “O Monge e o Executivo” conta a história de John Dailly, um executivo bem sucedido que vê seu mundo ruir quando um movimento sindical se inicia em sua empresa. Ele passa a questionar as próprias habilidades de liderança e, em meio ao caos que sua vida profissional se torna, um sonho o persegue.
“Ache Simeão e ouça-o”.
Esta era a mensagem do sonho. Instigado pela mensagem e pela esposa Rachel, John Dailly vai buscar ajuda no mosteiro João da Cruz, no lago Michigan. Ele decide participar de um retiro de uma semana e é surpreendido com quem irá conduzir a experiência.
Será o lendário Leonard Hoffman, um dos maiores especialistas em liderança dos Estados Unidos que deixou a carreira de executivo para seguir a vida monástica. Ao se tornar monge, Hoffman adotou outro nome: Simeão.
John encontrou a primeira resposta para uma de suas inquietações. As demais viriam ao longo do retiro, com as aulas do monge Simeão. O religioso abordou questões como poder, autoridade, sacrifício, respeito e paciência.
O principal ensinamento do livro “O Monge e o Executivo” é a liderança servidora, baseada em princípios cristãos que norteiam o papel do líder ao ajudar a equipe a superar obstáculos.
O líder servidor deve ser capaz de elogiar e repreender sem usar meias-palavras, pois é explicitando o que há de bom e ruim nas ações dos colaboradores é que eles poderão se desenvolver.
O livro também aborda a relação entre poder e autoridade. Em “O Monge e o Executivo”, James C. Hunter explica a diferença entre os dois termos:
Em um cenário ideal, o líder servidor deve exercer autoridade e não o poder.
Além de “O Monge e o Executivo, James C. Hunter escreveu os seguintes livros:
Em “Como se tornar um líder servidor”, James C. Hunter revisa os ensinamentos de “O Monge e o Executivo”. O livro serve como um guia para quem deseja aplicar as ideias do monge Simeão na vida profissional e pessoal.
Na continuação de “O Monge e o Executivo”, descobrimos que John Daily falhou ao tentar seguir os preceitos da liderança servidora. Ele volta ao retiro para pedir ajuda a Simeão, que o aconselha sobre a importância dos relacionados para a vida pessoal e profissional.
O livro se concentra na formação de equipes de alto desempenho, unidas por uma cultura de excelência.
James C. Hunter revisita os princípios da liderança servidora, refletindo sobre respeito, autodomínio, honestidade, coragem e sacrifício. Para o autor, o desenvolvimento pessoal é inseparável do aprimoramento das capacidades de um líder.
“O Monge e o Executivo” é uma obra de ficção, mas seus ensinamentos têm impacto direto no mundo real. James C. Hunter conseguiu trazer de volta para o meio corporativo uma forma de liderança conceituada em 1970.
A liderança servidora como a conhecemos hoje foi descrita pela primeira vez por Robert K. Greenleaf, no artigo “The Servant as Leader”. O texto afirma que os melhores líderes são aqueles que estão preocupados em servir a equipe.
Aqui, “servir” significa identificar e atender as necessidades das pessoas à sua volta para que elas tenham sucesso. Tal postura contribui para que o líder conquiste o respeito e o apreço dos demais, construindo assim a autoridade necessária para exercer as atividades de gestão – lembre-se da diferença entre “poder” e “autoridade” que explicamos acima.
As principais características de um líder servidor são:
Reparou que muitas destas características são habilidades sociocomportamentais, as soft skills? Saiba mais sobre as skills que um líder precisa desenvolver , independentemente do tipo de liderança que ele planeja seguir.
Desenvolver as habilidades de liderança é indispensável para todo gestor, em especial para os que coordenam projetos. Adotar uma postura de servir é mais um caminho para motivar times a alcançarem bons resultados.
Se você está pensando em seguir o estilo de “líder servidor, é importante refletir sobre sua postura de liderança. Responda as seguintes perguntas para si mesmo:
As respostas o ajudarão a fazer um plano de mudança na maneira como você se relaciona com sua equipe. Abaixo vamos apresentar alguns exemplos que você pode colocar em prática no seu dia a dia.
Um líder servidor não deve enviesar a perspectiva do time ao apresentar sua própria visão sobre um tema. Ele deve dar abertura para que os colaboradores compartilhem suas perspectivas, o que dá oportunidade para pensarem em novas soluções.
❌ Evite a seguinte frase:
✔️ Ao falar com sua equipe, prefira as seguintes frases:
A cobrança de tarefas é normal em todo ambiente de trabalho. O problema está na forma como ela é feita por alguns gestores, que parecem estar mais preocupados em resolver os próprios problemas do que ajuda a equipe a concluir as atividades.
O líder servidor deve acompanhar as atividades e entender junto com a equipe o que está impedindo o fluxo de entregas. Ele é o responsável por abrir o caminho para que o trabalho flua.
❌ Por isso, evite a seguinte frase:
✔️ Use no lugar:
É função da liderança definir as prioridades e acompanhar prazos. Quando há atrasos, é comum gestores usarem o poder do cargo para solucionar o problema. A questão é que isto faz mal para a equipe no longo prazo, pois essa postura impede que os colaboradores entendam o porquê de determinadas tarefas serem prioridade.
❌ Evite falar:
✔️ Use no lugar:
Quando for elogiar sua equipe por um projeto finalizado, não use esta frase: “É um prazer liderá-los...”
Ela cria uma barreira entre líder e liderados, que sentem que realizaram determinada tarefa apenas para satisfazer a chefia.
O líder servidor deve se concentrar nas qualidades da equipe, além de exaltar as contribuições dela para a satisfação do cliente e o crescimento da empresa.
Gostou deste artigo? Esperamos que ele ajude no seu plano de desenvolvimento profissional.
Você pode aprender ainda mais sobre liderança servidora com quem é referência internacional sobre o assunto: o próprio autor de “O Monge e o Executivo”, James C. Hunter.
Saiba mais sobre os cursos da Pós PUCPR Digital:
Por okleina
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