Inteligência Artificial

Os 3 tipos de inteligência artificial (IA)

Há 3 tipos de IA: a Limitada, a Geral e a Superinteligência. Enquanto as duas últimas ainda estão no campo teórico, a IA Limitada já faz parte do nosso dia a dia.

calendar_month 22 de Fevereiro de 2023 person Olivia Baldissera

1. Inteligência Artificial Limitada (Narrow Artificial Intelligence, NAI)

Máquinas Reativas

Memória Limitada

2. Inteligência Artificial Geral (Artificial General Intelligence, AGI)

Assim como a Inteligência Artificial Limitada, a Inteligência Artificial Geral é dividida em duas subcategorias:

  • Pensamento abstrato;
  • Conhecimento do contexto;
  • Raciocínio lógico;
  • Raciocínio de causa e efeito;
  • Aprendizado por transferência;
  • Percepção sensorial;
  • Habilidades motoras finas;
  • Compreensão da linguagem natural.

Máquinas cientes

Máquinas autoconscientes

3. Superinteligência Artificial (Artificial Superintelligence, ASI)

O conceito de Inteligência Artificial

É importante dizer que não há um consenso sobre o conceito de Inteligência Artificial. De forma geral, os estudos da área se dividem em 4 dimensões de pesquisa:

  • Sistemas que pensam como seres humanos: a Inteligência Artificial é o conjunto de esforços para fazer os computadores pensarem. Tentativa de emular o processo de pensamento e raciocínio, sendo a fidelidade ao desempenho humano um parâmetro de sucesso. A abordagem de pesquisa é centrada no ser humano;
  • Sistemas que atuam como seres humanos: a Inteligência Artificial é o processo de criação de máquinas que executam funções que exigem a inteligência de seres humanos. O foco é emular o comportamento das pessoas, sendo a fidelidade ao desempenho humano um parâmetro de sucesso. A abordagem de pesquisa é centrada no ser humano;
  • Sistemas que pensam racionalmente: a Inteligência Artificial estuda das faculdades mentais a partir do uso de modelos computacionais. Tentativa de emular o processo de pensamento e raciocínio, sendo a comparação com o conceito ideal de inteligência um parâmetro de sucesso. A abordagem de pesquisa é centrada na racionalidade;
  • Sistemas que atuam racionalmente: a Inteligência Artificial estuda o projeto de agentes inteligentes. O foco é emular o comportamento das pessoas, sendo a comparação com o conceito ideal de inteligência um parâmetro de sucesso. A abordagem de pesquisa é centrada na racionalidade.

A história da Inteligência Artificial

Filósofos da Antiguidade Clássica já discutiam a possibilidade de existência da Inteligência Artificial. Como campo científico, ela remonta à década de 1940, com os trabalhos de Warren Macculloch (1898-1969) e Walter Pitts (1923-1969).

Perguntas frequentes

A Inteligência Artificial é o campo da ciência da computação que busca criar sistemas capazes de executar tarefas que normalmente exigem inteligência humana, como raciocínio, aprendizado, percepção e tomada de decisão.

O conceito moderno de Inteligência Artificial foi estruturado por Alan Turing, em 1950, com a publicação do artigo Computing Machinery and Intelligence. No entanto, os primeiros experimentos práticos surgiram nas décadas de 1950 e 1960 em universidades como MIT, Princeton, Stanford e Carnegie Mellon.

A IA já faz parte da rotina de milhões de pessoas em ferramentas como:

  • Assistentes virtuais (Siri, Alexa, Google Assistant);
  • Algoritmos de recomendação (Netflix, Spotify, YouTube);
  • Aplicativos de navegação (Google Maps, Waze);
  • Chatbots de atendimento em empresas;
  • Reconhecimento facial e biometria em smartphones e bancos.

Existem três tipos principais de inteligência artificial:

  1. IA Limitada (ou fraca): já presente em nosso dia a dia, como assistentes virtuais e algoritmos de recomendação.
  2. IA Geral (ou forte): ainda em desenvolvimento, busca emular a cognição humana em qualquer tarefa.
  3. Superinteligência Artificial: apenas teórica, teria capacidade intelectual superior à humana em todas as áreas.

Também chamada de IA fraca, é projetada para executar tarefas específicas, como reconhecimento de voz, recomendações de filmes ou funcionamento de chatbots. Não possui consciência ou raciocínio amplo.


A IA Limitada se divide em:

  • Máquinas reativas, que respondem a estímulos sem memória (como a Deep Blue, da IBM).
  • Memória limitada, que utiliza dados anteriores para tomar decisões, como fazem a Netflix, Siri e Alexa.

A IA Geral é um modelo teórico que busca reproduzir habilidades cognitivas humanas, como raciocínio lógico, percepção sensorial, linguagem natural e aprendizado em diferentes contextos.

IA Forte é outro nome dado à Inteligência Artificial Geral, já que ela teria capacidade de realizar qualquer tarefa intelectual que um humano desempenha.

A Superinteligência Artificial é uma hipótese de sistemas que superariam as capacidades humanas em ciência, criatividade, habilidades sociais e solução de problemas, ultrapassando a inteligência natural.

  • IA fraca (limitada): executa apenas funções programadas.
  • IA forte (geral): teria inteligência equivalente ou superior à humana em qualquer tarefa.
  • Superinteligência: iria além, superando a humanidade em todas as áreas intelectuais.

Não. Ela é apenas um conceito teórico e ainda não há sistemas com esse nível de inteligência.

Fontes

Quer saber mais sobre os tipos de Inteligência Artificial? Confira algumas obras dos pesquisadores mencionados e as fontes consultadas para este guia doBlog da Pós PUCPR Digital:

  • BOSTROM, Nick. Superinteligência: caminhos, perigos, estratégias. Rio de Janeiro: Darkside Books, 2018, 549 p.
  • LABBE, Mark. WIGMORE, Ivy. Narrow AI (Weak AI). TechTarget. 20 jan. 2023. Disponível em: https://www.techtarget.com/searchenterpriseai/definition/narrow-AI-weak-AI. Acesso em 22 fev. 2023.
  • LUTKEVICH, Ben. Artificial general intelligence (AGI). TechTarget. 19 jan. 2023. Disponível em: https://www.techtarget.com/searchenterpriseai/definition/artificial-general-intelligence-AGI. Acesso em 22 fev. 2023.
  • MCCULLOCH, Warren. PITTS, Walter. W. A logical calculus of the ideas immanent in nervous activity. Bulletin of Mathematical Biophysics, n. 5, 1943, p. 115-133. DOI: http://dx.doi.org/10.1007/BF02478259
  • MCDERMOTT, John. R1: an Expert in the Computer Systems Domain. Primeira Conferência Nacional de Inteligência Artificial. AAAI'80. Stanford, California: AAAI Press, 1980, p. 269–271.
  • TURING, Alan. Computing Machinery and Intelligence Mind. Oxford, v.LIX, n.236, 1 out. 1950, p. 433–460. DOI: https://doi.org/10.1093/mind/LIX.236.433
  • WIGMORE, Ivy. Artificial superintelligence (ASI). TechTarget. 2 dez. 2022. Disponível em: https://www.techtarget.com/searchenterpriseai/definition/artificial-superintelligence-ASI. Acesso em 22 fev. 2023.

Sobre o autor

Olivia Baldissera